<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925</id><updated>2011-12-12T07:06:42.845-08:00</updated><category term='Reflexão'/><category term='Pedagogia'/><category term='Professor'/><category term='Prova Brasil'/><category term='ACT'/><category term='Mídia'/><category term='Escola'/><category term='Inteligência'/><category term='Educação'/><category term='Artigo'/><category term='Edital'/><category term='Conhecimento'/><category term='Física Quântica'/><title type='text'>DIÁRIO DE PROFESSOR</title><subtitle type='html'>Este é um espaço para registros relacionados com a minha atividade docente e de educador. Aqui serão publicadas experiências vividas durante a minha história de vida ligada à educação e reflexões pessoais. Iniciei minha atividade docente no ano de 1989 e desde então tenho me apaixonado pela educação a cada dia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6960382372592112230</id><published>2011-08-05T12:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-05T13:08:11.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prova Brasil'/><title type='text'>Reflexões sobre a Prova Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times,serif;"&gt;O texto do CENPEC  sobre a Prova Brasil na Escola revela de maneira suscinta e objetiva os  interesses do MEC diante da aplicação deste intrumento de avaliação para medir e  também quantificar a qualidade da educação no Brasil. Funciona mais como uma  avaliação diagnóstica para detectar os péssimos desempenhos nos índices  educacionais, visando a busca da melhoria da qualidade na educação nacional.  Como instrumento de avaliação, a Prova Brasil é imprescindível para detectar as  deficiencias e promover políticas públicas afirmativas para melhorar os índices.  Ao revelar os piores e os melhores rankings entre as escolas, essa revelação  reforça a necessidade de mais debate sobre o assunto e gera a reflexão  necessária para possíveis mudanças e melhorias. As reações diante dos resultados  vão desde reclamações e revoltas, até atitudes de reflexão e a elaboração de  estratégias para melhorar a qualidade da educação. Como o próprio texto  apresenta: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote dir="ltr"&gt;&lt;blockquote dir="ltr"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times,serif;"&gt;A  análise dos resultados obtidos pela escola, portanto, gera para o conjunto de  seus educadores questões fundamentais: o que os alunos aprenderam e o que ainda  não foi apropriado? Por que os alunos não aprenderam? Onde está o problema: nos  alunos, no professor, na escola, nas metas de aprendizagem da proposta escolar  e/ou &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times,serif;"&gt;&lt;strong&gt;nas  políticas educacionais adotadas? Que novas ações precisam ser empreendidas  &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;pela equipe escolar e pelos professores de cada turma? O que  está funcionando e deve ser mantido? E assim por diante. &lt;/strong&gt;(CENPEC, p.  12)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times,serif;"&gt;Sendo assim,  os resultados obtidos pela Proa Brasil podem servir de subsídios para que a  escola se organize pedagogicamente para melhorar o seu processo de ensino e  aprendizagem. O debate gerado diante dos indicadores deve levar a escola à  criação de um plano de ações que promovam um ensino mais eficaz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;O documento recomenda  ainda que a escola se prepare para a Prova Brasil em dois tempos: um tempo antes  da aplicação da Prova Brasil e outro tempo após a publicação dos resultados.  Antes da prova a escola pode tirar proveito das reuniões pedagógicas e paradas  pedagógicas para discutir temas como: relação entre aprendizagem a avaliação,  PCNS de Língua Portuguesa e Matemática e assuntos relacionados a própria Prova  Brasil. Após a publicação dos resultados a escola pode promover uma análise  coletiva dos indicadores para elaboração de um plano de intervenção por meio de  ações que reformulem o PPP da instituição. Assim, a Prova Brasil pode promover  atitudes de autoavaliação institucional e pedagógica, análise e reflexão,  debate, ações afirmativas que promovam a qualidade do ensino, monitoramento  contínuo da aprendizagem e interesse pelas dificuldades dos alunos dentro do seu  contexto biopsicosocial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Diante da solicitação da  professora Mariana como segue: “Gostaria, por favor, que oferecesse a todos nós  professores um INTENSIVO com base em MODELOS de questões da prova Brasil para  que pudéssemos melhor preparar nossos alunos e alunas para quando chegar tal  avaliação, de forma que com essa ‘preparação’, possamos aumentar os resultados  obtidos nessa tal avaliação que o MEC exige que participemos.” Como coordenador  pedagógico eu proporia um cronograma de aulas de leitura para toda escola, bem  como aulas de reforço de matemática no contraturno. A aplicação de provas  modelos ou simuladas também é válida, mas não é questão central, uma vez que o  objetivo é melhorar a qualidade de ensino e não meramente melhorar os índices de  resultados obtidos por meio da Prova Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Concordo com a Prova  Brasil enquanto intrumento fundamental para gerar o debate, levar a reflexão e  ao estabelecimento de um plano de ações de intervenção na escola visando  melhorar a qualidade da educação ofertada ali. Contudo, a Prova Brasil não pode  ser vista como um fim em si mesma, mas como um meio de melhorar a educação no  Brasil. Outra questão que penso pertinente, diz respeito a visão cartesiana da  Prova Brasil, ou seja, considerando que há múltiplas inteligências, e  considerando que a Prova Brasil contempla apenas duas das sete inteligências  (segundo a teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner), a Prova Brasil  é um instrumento limitado para medir a real potencialidade do capital humano da  nação. Todavia, trata-se de um instrumento inicial, um começo, que precisa ser  melhorado e aperfeiçoado diante dos novos paradigmas da educação do século XXI,  dentro da concepção de um currículo pós-crítico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Jorge Schemes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img alt="pdf.gif" height="16" src="http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/ufsc/theme/coord_pedagogica/pix/f/pdf.gif" width="16" /&gt; &lt;a href="http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/ufsc/file.php/2/moddata/data/124/134/175/prova-brasil-na-escola.pdf"&gt;A  Prova Brasil na escola: material para professores, coordenadores pedagógicos e  diretores de escolas de ensino fundamenta&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6960382372592112230?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jorgeschemes.blogspot.com' title='Reflexões sobre a Prova Brasil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6960382372592112230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6960382372592112230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6960382372592112230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6960382372592112230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2011/08/reflexoes-sobre-prova-brasil.html' title='Reflexões sobre a Prova Brasil'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-1198566294101361196</id><published>2011-02-09T07:55:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T07:57:40.597-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Eu apoio esta troca, e você?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na educação é o 85º e ninguém reclama..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU APOIO ESTA TROCA:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é uma campanha que vale a pena! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repasso com solidária revolta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prezado amigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repassar esta mensagem é uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que atualmente impera em nossa política está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o mínimo que nós, patriotas, podemos fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota do editor do blog: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que os parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-1198566294101361196?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.projetonepre.blogspot.com' title='Eu apoio esta troca, e você?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/1198566294101361196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=1198566294101361196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/1198566294101361196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/1198566294101361196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2011/02/eu-apoio-esta-troca-e-voce.html' title='Eu apoio esta troca, e você?'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-9046138324365098285</id><published>2010-04-26T12:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T13:40:01.960-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>UMA PROPOSTA PÓS-CRÍTICA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA PROPOSTA PARA A PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Por: Jorge Schemes*&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está na hora da Rede Pública Estadual de Educação rever a sua fundamentação teórica e pedagógica descrita na Proposta Curricular de Santa Catarina, pelo menos no que diz respeito a sua concepção de homem, de sociedade e de educação. Faço referência ao seu modelo de currículo, o qual tem como base filosófica o Marxismo com seu materialismo histórico e filosófico. Sem dúvida a análise crítica social a partir de referenciais marxistas representou, para as teorias educacionais do século XX, uma superação do modelo curricular tradicional.&lt;br /&gt;A teoria tradicional é marcada por uma teoria metafísica de ser humano, ou seja, a busca da unidade na diversidade. Essa pedagogia de abordagem tradicional foi construída durante séculos, e ainda pesa sobre a educação hoje. Na teoria tradicional, marcada por uma metodologia centrada no professor, com forte ênfase conteudista e caracterizada pelo fracasso escolar, a realidade é excludente. No modelo tradicional, as palavras e expressões que mais se destacam são: ensino centrado no professor, aprendizagem por meio da memorização, avaliação por meio de testes e provas, didática rígida, organização e disciplina, planejamento e conteúdo programático, eficiência e objetivos.&lt;br /&gt;Dentro desse contexto, a Proposta Curricular de Santa Catarina representou um marco na tentativa de superação do modelo tradicional. Fundamentalmente porque apresenta uma teoria crítica em contraposição à teoria tradicional. A obra de Karl Marx (1818-1883) influenciou drasticamente a visão sobre a sociedade humana, e causou grande impacto no pensamento social e político. O marxismo, desenvolveu-se a partir de uma crítica à tradição filosófica racionalista, levando o conceito de dialética do plano da consciência humana para a base material da sociedade, com sua estrutura econômica e as relações de produção. O impacto sobre a educação se faz sentir ainda hoje com a obra de Lev S. Vygotsky e Alexei N. Leontiev. A teoria crítica buscou resgatar a concepção materialista da história, ou seja, transformar a realidade e as mentalidades utilizando, para tanto, a dimensão cultural. Contudo, as teorizações marxistas (teorias críticas) viam as pessoas apenas como sujeitos de classe social. Para Marx, essa concepção era o grande regulador da condição humana que definia as experiências dos sujeitos, suas condições de desigualdade, opressão e hierarquia social. Desta forma, o currículo crítico é marcado por palavras e expressões como: ideologia, reprodução cultural e social, poder, dialética, luta de classes e classe social (apenas duas: burguesia e proletariado), capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e liberdade do sujeito, currículo oculto e resistência. Assim sendo, para Marx e consequentemente para as teorias críticas que surgiram, a diversidade e as diferenças, bem como outras dimensões humanas que também pudessem ser importantes para as pessoas, além da classe social, não foram contempladas. Marx não considerou que as pessoas também pudessem ser marcadas socialmente por causa de seu sexo, seu gênero, sua raça, sua etnia, seu estado físico, sua sexualidade e sua religião ou crença.&lt;br /&gt;Diante do exposto, outra abordagem possível para o currículo escolar está fundamentada em teorizações pós-críticas, tanto do sujeito quanto do poder. Na agenda da escola do século XXI encontramos preocupações sobre o respeito ao diferente, a diversidade, a inclusão escolar e a diminuição das desigualdades sociais. Assim sendo, as principais características de um currículo pós-crítico são palavras e expressões como: identidade e alteridade (destacando aqui a filosofia da libertação de Enrique Dussel e a ética da alteridade de Emmanuel Lévinas), diferenças e subjetividades, significação e discurso (lembrando aqui Michael Foucault e Jaques Derrida), saber e poder, representação, cultura e multiculturalismo, gênero, sexualidade, raça, etnia e desconstrução.&lt;br /&gt;O contexto sociocultural e econômico do século XXI exige uma nova formatação curricular que dê conta das relações sociais na sua multiplicidade. As teorias pós-críticas sob a influência do pós-estruturalismo (perspectiva teórica que se comporta como categoria descritiva de análise), devem fazer uma análise do caráter do currículo baseada nos estudos culturais. Contudo, assumir uma perspectiva pós-crítica implica em atitudes fundamentais, tais como: crítica aos sistemas explicativos globais da sociedade, crítica as explicações universais e essencialistas acerca das identidades, dos gêneros e das sexualidades, problematização dos modos de produção e divulgação da ciência, questionamento da aceitação de um poder central e unificado que rege o todo social, desconstrução do caráter permanente das oposições binárias da cultural ocidental (etnocêntrica e hierárquica).&lt;br /&gt;Ao compararmos, de forma sintética, a teoria tradicional, a teoria crítica e a teoria pós-crítica, as questões que se impõem para a educação no contexto histórico atual são: que escola queremos? Para qual sociedade? Como o currículo escolar de hoje supre as características sociais de um mundo pluralista e multicultural? Como a Proposta Curricular de Santa Catarina lida com as diferenças e com a questão de identidades subordinadas? Como as características de um currículo pós-crítico podem suprir as lacunas deixadas pelo modelo tradicional e crítico?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;* JORGE SCHEMES&lt;br /&gt;Formação: Bacharel em Teologia com ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED - Responsável pelo NEPRE, APOMT e APÓIA. Professor de Filosofia da Educação, História da Educação, Antropologia Cultural, Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias, Luiz Gomes, Pauline Parucker e João Bernardino. Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da aliança:"Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Escritor e Palestrante. Contato Direto: (47) 8829-4706&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068"&gt;Visualizar meu perfil completo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;CONTATOS:&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:jorgeschemes@yahoo.com.br"&gt;jorgeschemes@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jorgeschemes.blogspot.com/"&gt;http://www.jorgeschemes.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-9046138324365098285?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.astronomiahoje.blogspot.com' title='UMA PROPOSTA PÓS-CRÍTICA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/9046138324365098285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=9046138324365098285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/9046138324365098285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/9046138324365098285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2010/04/uma-proposta-pos-critica.html' title='UMA PROPOSTA PÓS-CRÍTICA'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-7125837640467350671</id><published>2009-10-21T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T10:24:08.240-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ACT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Edital de Inscrições para ACTs - SC</title><content type='html'>&lt;h3 style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://www.acafe.org.br/new/index.php?endereco=concursos/sed_2009/principal.php"&gt;ESTADO  DE SANTA CATARINA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SECRETARIA  DE ESTADO DA EDUCAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;       &lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://www.acafe.org.br/new/index.php?endereco=concursos/sed_2009/principal.php"&gt;EDITAL Nº    001/2009/SED/FCEE&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/CARTER%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-7.jpg" alt="" /&gt;    &lt;a href="https://www.acafe.org.br/new/index.php?endereco=concursos/sed_2009/principal.php"&gt;&lt;img src="https://www.acafe.org.br/new/imagens/sistema_acafe.jpg" border="0" height="62" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-7125837640467350671?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='https://www.acafe.org.br/new/index.php?endereco=concursos/sed_2009/principal.php' title='Edital de Inscrições para ACTs - SC'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/7125837640467350671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=7125837640467350671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/7125837640467350671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/7125837640467350671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2009/10/edital-de-inscricoes-para-acts-sc.html' title='Edital de Inscrições para ACTs - SC'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6689440479519492162</id><published>2009-10-15T13:03:00.001-07:00</published><updated>2009-10-15T13:03:48.168-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Viva o Dia dos (das) Professores (ras)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou Professor&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Por: Jorge Schemes*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não vou para a escola só para ensinar, pois tenho muito que aprender também.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não sigo as mesmas técnicas didáticas e metodológicas, pois tudo está em constante transformação e mudança.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não vejo a unidade e a uniformidade em meus alunos e alunas, pois há uma grande riqueza de diversidades em sala de aula.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não compreendo o conhecimento de forma linear, pois na realidade ele é sistêmico e holístico. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não me vejo como sacerdote e não vejo o que faço como uma missão, pois minha atividade é extremamente profissional e técnica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não tenho uma imagem desgastada e distorcida de mim mesmo, pois criei uma auto-imagem positiva e tenho orgulho de ser um profissional da educação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não permito a manipulação ideológica do meu trabalho, pois consegui desenvolver pensamento reflexivo e crítico.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não permito piadas de depreciação ao que faço, pois acredito que a educação é o maior bem social.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não chamo os meus alunos pelo número da chamada e sim pelo seu nome, pois aprendi a respeitá-los como seres humanos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não acredito em promessas eleitoreiras e discursos politiqueiros, pois aprendi a lutar pela valorização da educação e a reivindicar meus direitos como cidadão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não me sinto humilhado ou diminuído pelo que faço, pois escolhi ser o que sou e tenho orgulho disso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não busco apenas o aperfeiçoamento cognitivo e intelectual de meus alunos e alunas, pois acredito que o ser humano também é um ser moral e espiritual.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não me vejo como um mero transmissor de informações, pois no processo de construção do conhecimento sou um mediador.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não fico falando mal de meus alunos e colegas na sala dos professores, pois aprendi que para tornar o ambiente saudável é fundamental ser ético. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não parei de estudar quando me formei na faculdade, pois me considero um eterno estudante e pesquisador.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sou professor;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não saberia mais o que fazer na vida se não fosse professor, pois ser professor está no meu sangue, no meu cérebro, no meu coração e na minha alma!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;* &lt;i style=""&gt;Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED. Professor de Filosofia da Educação; Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias e Karin Barkemeyer. Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da Aliança: "Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para Deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6689440479519492162?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.influenciadamidia.blogspot.com' title='Viva o Dia dos (das) Professores (ras)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6689440479519492162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6689440479519492162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6689440479519492162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6689440479519492162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2009/10/viva-o-dia-dos-das-professores-ras.html' title='Viva o Dia dos (das) Professores (ras)'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6879529353853129326</id><published>2009-10-05T13:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T13:11:31.691-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inteligência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Inteligência</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Saiba o que define a inteligência de uma pessoa:&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                               &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eUuqsFRWyIQ/SspRePHqYJI/AAAAAAAANFs/-l9djfii5bQ/s1600-h/Capa+Super.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 140px; height: 185px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eUuqsFRWyIQ/SspRePHqYJI/AAAAAAAANFs/-l9djfii5bQ/s400/Capa+Super.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389209483998814354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que faz uma pessoa se mais inteligente que outra? Quais são os limites do cérebro? Dá para aumentar o oder da sua mente? Você vai ver as respostas para essas e outras questões nas próximas 20 páginas. E a viagem começa com a pergunta fundamental: o que é a inteligência?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ganhar uma partida de xadrez, escrever um romance, compor uma sinfonia, convencer uma multidão, contar a piada perfeita. São coisas que vêm tão rápido à mente quando se fala de inteligência quanto a imagem de um relógio se movendo ao pensarmos no tempo. Mas experimente gastar um ou dois minutos refletindo sobre o que há de comum entre essas habilidades. De uma hora para outra, a idéia clara que se tem da inteligência começa a se dissipar. Quanto mais se pensa, mais parece não haver ligação direta entre raciocínio matemático, criação de personagens e melodias ou talento para persuasão e comédia. Refletir sobre a inteligência desse ponto de vista gera uma sensação semelhante à que temos ao ouvir a pergunta “O que é o tempo?” Antes da pergunta, sabemos exatamente o que é. Depois dela, não sabemos mais. Se quisermos entender o que é a inteligência, é preciso contornar esse tipo dificuldade. E uma boa estratégia para isso é ir direto à fonte: entender o cérebro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora mesmo uma tempestade elétrica se alastra pelo 1,4 quilo de massa gelatinosa aí atrás da sua testa. É esse movimento caótico de sinais por uma rede de 100 bilhões de neurônios que produz seus pensamentos. Das profundezas desse órgão, surge o que chamamos de inteligência. Mas, se você pensa que o processador de informações mais avançado do Universo foi projetado de um jeito elegante, está enganado. O cérebro humano é uma obra feita nas coxas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma obra que começou em vermes microscópicos, quando um punhado de células especializadas em enxergar se juntou numa das extremidades do bicho. Foi assim que surgiu o ancestral daquilo a que chamamos cabeça: um mero receptáculo de células nervosas responsáveis por captar luz e mover o animal. Com o tempo, essa massa de neurônios, e a complexidade com a qual eles se conectam, cresceu. E aconteceu um milagre. Animais que reagiam automaticamente a estímulos exteriores passaram a se comportar de um jeito mais complexo e imprevisível. Em vez de responder cegamente a qualquer estímulo, começaram a repetir apenas os movimentos mais eficazes na luta pela sobrevivência – por exemplo: em vez de caçar qualquer coisa que se mexesse, passaram a selecionar suas presas entre as mais nutritivas e fáceis de abater. Esse talento para identificar acertos é a origem daquilo que chamamos aprendizagem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As vantagens que ela trouxe lançaram os seres vivos numa corrida em busca do maior e mais versátil cérebro. Mas os organismos que entraram na disputa enfrentaram um sério problema. Na evolução biológica, é impossível traçar um plano novo de construção de órgão do zero, pois herdamos as instruções básicas para a obra que estão nos genes dos nossos pais. O resultado disso é que o cérebro foi crescendo meio no improviso, com “puxadinhos” se amontoando a partir de uma estrutura básica. Essa é a verdadeira história do cérebro: uma sucessão de gambiarras bem-feitas. E nem precisamos ir longe para entender isso. Quem tenta se concentrar em fazer uma prova, mas ao mesmo tempo não consegue tirar os olhos da(o) mocinha(o) ao lado experimenta sentimentos e pensamentos tão pouco relacionados que aparentam ter sido juntados aleatoriamente uns com os outros. Foram mesmo. “Existe uma série imperfeita de conexões entre os sistemas cognitivos e emocionais”, afirma o neurocientista Joseph Le Doux. “Essa situação é parte do preço que pagamos por termos capacidades que ainda não foram plenamente integradas ao nosso cérebro.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quantas são essas capacidades e como elas se relacionam são questões centrais para definir o que é a inteligência, mas ninguém ainda tem uma resposta exata para elas. Se você está em busca de um meio objetivo de medir a inteligência, será obrigado a deixar o cérebro de lado e estudar uma área com mais de um século de tradição: a psicometria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;O tamanho da inteligência:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Paris, começo do século 20. O psicólogo Alfred Binet recebe uma tarefa do ministro da Educação da França: encontrar um meio de prever quais crianças vindas do interior do país teriam mais possibilidade de enfrentar dificuldades na escola – o governo queria oferecer educação especial a elas. Em 1905, ele publica um teste de raciocínio verbal e matemático, com questões que testam a memória e o potencial de resolver problemas de lógica. O objetivo de Binet era medir a capacidade de compreensão pura e simples, não o conhecimento prévio, colocando em pé de igualdade crianças que só sabiam capinar mato com as que recitavam Shakespeare. Pouco depois, o alemão Wilhelm Stern criou um sistema de pontuação-padrão para o teste e lhe deu o nome de Intelligenz-Quotient. Nascia o método mais-bem sucedido da história para medir a inteligência: o famoso teste de QI. E ele revolucionaria o que entendemos como inteligência. Até então a maior parte dos estudiosos entendia o nosso intelecto a partir do conceito da tabula rasa, – a idéia do filósofo John Locke de que a mente humana é uma folha em branco que vai sendo preenchida durante a vida. Com a adoção dos testes de QI, esse ponto de vista perdeu terreno – afinal, se uma criança semi-analfabeta podia apresentar um QI maior que uma instruída, essa história de folha em branco era uma furada. E a inteligência passou a ser considerada cada vez mais como algo inato, como um mero produto do que está escrito nos genes. “O fato de que a maior questão atual sobre inteligência é se o QI depende 50% ou 80% dos genes mostra o quanto o debate mudou”, afirma o geneticista Marc McGull.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, afinal, como uma característica que parece depender tanto do aprendizado pode estar definida ainda antes do nascimento? Na verdade, logo ao nascer a relação entre o QI e nossos genes não é assim tão evidente. Apenas 20% da inteligência dos bebês pode ser prevista a partir de fatores genéticos (é o que mostra estudos com pais e filhos). Só que, quanto mais passa o tempo, mais aumenta o poder de previsão deles. Na infância, ele sobe para 40%. Na fase adulta, decola para 60%. E após a meia-idade pode chegar a 80%. Esses dados mostram que os genes responsáveis pela inteligência podem ser vistos como uma espécie de balde, e o aprendizado durante a vida como a água que enche o balde. Ter mais educação vai levar você mais rápido a encher o balde de água. Mas, caso ele seja muito raso, não vai adiantar jogar muita água lá. Ou seja: nem toda a educação do mundo poderá tornar realmente brilhante alguém que nasceu com a inteligência apagada. Só que esse efeito tem um lado positivo: se você tiver vocação genética para ser um físico quântico ou coisa que o valha, tem como conseguir isso mesmo sem ter tido uma instrução boa na infância. Mas até que ponto o QI pode mesmo determinar a capacidade da mente?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Mil e uma habilidades:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns psicólogos acham que não, os testes de QI não dizem grande coisa. Uma importante ruptura veio com o livro Inteligência Emocional, do psicólogo Daniel Goleman. Ele ressaltou que habilidades como regular os próprios sentimentos, compreender emoções alheias, ser capaz de trabalhar em grupo e sentir empatia pelos outros eram completamente ignoradas nos testes de QI. O que não fazia sentido, já que essas habilidades deveriam fazer parte daquilo que chamamos de inteligência. Outra ofensiva veio do psicólogo Howard Gardner, autor da Teoria das Inteligências Múltiplas. Ele inspirou-se no modo como a neurociência vê o cérebro hoje: um conjunto de vários módulos distintos, ou “puxadinhos”, que evoluíram separadamente e hoje funcionam como processadores para funções específicas. Com isso em mente, Gardner concluiu que a inteligência não é um conceito único, indivisível, mas uma soma de várias habilidades – como raciocínio lógico-matemático, lingüístico, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, motor e naturalista (veja nas páginas anteriores o que é o quê).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assim, a idéia de colocar um Stephen Hawking, um Ronaldinho Gaúcho e uma Hebe Camargo em pé de igualdade no quesito inteligência deixou de soar estranha. Pela teoria de Gardner, cada um deles pode ser considerado especialista em um tipo de habilidade (respectivamente, a lógico-matemática, a motora e a interpessoal). E por isso não daria para considerar qualquer um deles menos genial que o outro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Talvez por parecer mais democrática que os testes de QI, a idéia de Gardner se tornou extremamente popular desde que foi publicada, em 1983. Tanto que hoje é senso comum achar que ela está certa, e que o quociente de inteligência tradicional ficou ultrapassado. Mas no meio acadêmico é diferente: a Teoria das Inteligências Múltiplas ainda é vista como um patinho feio e enfrenta muitas críticas. Principalmente porque nem Gardner nem ninguém sabe ao certo como medir cada uma dessas habilidades que formariam a inteligência. “Não fica claro se o conceito de inteligência de Gardner mede mais traços de personalidade e habilidades motoras que faculdades mentais de fato”, afirma Linda S. Gottfredson, professora de estudos educacionais da Universidade de Delaware.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ela é um dos muitos entusiastas do fator “g” (de “inteligência geral”). Segundo essa teoria, baseada em estatísticas, a idéia de que várias habilidades cognitivas estejam disseminadas uniformemente pela população é falsa. Ou seja, não existem muitas pessoas excelentes em cálculo e ao mesmo tempo péssimas em redigir textos, ou com bom ouvido musical e pouca inteligência interpessoal. Se uma pessoa for boa em qualquer dessas habilidades, tende a ser boa também nas outras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Essa essência da teoria do fator g, porém, não é nova. Ela está por trás da própria idéia do QI . Tudo bem que os testes não medem coisas como coordenação motora, mas é verdade que eles avaliam tipos diferentes de raciocínio (para entender melhor, faça um teste parecido a partir da página 76). E a pontuação final vai levar em conta o seu desempenho em todos eles. Além disso, dá para comparar milhares de resultados de épocas e lugares diferentes, o que dá uma bela base estatística se o ponto é saber qual é o tamanho da sua inteligência em relação à dos outros. Então, mesmo com suas limitações, os testes tradicionais continuam sendo quase unanimidade no meio científico. “Ninguém duvida de que eles não avaliam todos os aspectos importantes das funções mentais – não medem a criatividade ou a sabedoria, por exemplo. Mas o ponto é que isso não é o mesmo que afirmar que eles não servem para nada”, afirma o psicólogo Ian J. Deary.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, a necessidade de expandir o conceito de inteligência para além das fronteiras dos testes de QI continua. Afinal, pouca gente duvida de que a criatividade, algo muito difícil de medir objetivamente, é um inegável sinal de inteligência. Diante dessa espécie de tilt dos testes mentais, o que dá para fazer? Com a palavra Howard Gardner: “Nós, psicólogos, não somos mais os donos da inteligência, se é que algum dia já fomos. O que significa ser inteligente é uma questão filosófica profunda, que exige base em biologia, física e matemática”. Ou seja, exige que voltemos ao lugar onde começamos essa história: para dentro do cérebro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Inteligência = demência?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para muitos neurologistas, a inteligência é só um sinal de que você tem um cérebro com a “fiação” bem conectada. Quanto mais saudável ele for, mais coisas extraordinárias vai fazer. Mas espere aí. Às vezes o que acontece é justamente o contrário. É o que mostra um experimento sem paralelo que acontece na Austrália: pesquisadores lançam pulsos eletromagnéticos no crânio de pessoas para desligar partes do cérebro e observar o que acontece com as capacidades cognitivas. E o resultado é espantoso: as cobaias humanas começam a desenhar melhor, ter memória mais rápida, mais habilidade musical ou um raciocínio numérico mais apurado. A questão é: se partes do cérebro estão sendo desligadas, por que a mente parece funcionar melhor, e não pior? Se está interessado em saber a resposta, basta virar esta página. Vai conhecer os cérebros mais fascinantes do planeta, verdadeiros telescópios para decifrar o que é a inteligência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Manual do QI:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O quociente de inteligência é relativo: se você tira 100 num teste, significa que o seu está na média de todas as pessoas que fizeram a mesma prova. Mas cada teste usa uma escala diferente, então um QI de 142 em um pode significar 132 pontos em outro. A Mensa, uma “sociedade de gênios” em que só pode entrar quem tiver QI superior ao de 98% da população, costuma estipular 150 como QI de corte. Se você quiser entrar para um grupo desses e tiver bala na agulha, tem uma solução: viajar no tempo. A média nos testes aumenta 25 pontos a cada geração – o psicólogo americano James R. Flynn, que detectou o fenômeno, credita isso a melhorias na alimentação e na infra-estrutura básica nos últimos 100 anos. Isso significa que um sujeito normal de hoje teria QI de gênio nos anos 50. Tire o DeLorean da garagem!&lt;/p&gt;&lt;h6 style="text-align: justify;"&gt;[Fonte: Super Arquivo - por Texto Rodrigo Rezende]&lt;/h6&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h4 style="text-align: justify;" class="titulo"&gt;A mente multiplicada:&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Teoria das Inteligências Múltiplas é um desafio à idéia de que o QI representa uma medida direta da inteligência. Segundo o psicólogo Howard Gardner, a nossa inteligência é o resultado de 8 processadores mentais diferentes dentro do cérebro, cada um deles responsável por uma habilidade:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Lógico-matemática: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É a habilidade de resolver problemas a partir da lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões científicas. Bastante desenvolvida em cientistas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Lingüística:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sensibilidade para língua falada e escrita, capacidade para aprender línguas e de usar a lábia para alcançar os próprios objetivos. Encontrada em escritores, locutores e advogados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Musical:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Semelhante à inteligência lingüística, só que relacionada a sons. É a habilidade de compor e apreciar padrões musicais. Bastante rica em compositores, cantores, dançarinos e maestros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Espacial:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Habilidade de reconhecer e manipular padrões no espaço. É útil para quem trabalha com a coordenação motora e tem de compreender o mundo visual. Bem desenvolvida em arquitetos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Físico-cinestésica:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É o tipo de inteligência usada para resolver problemas e executar movimentos complexos com o próprio corpo. Você a encontra em dançarinos, mímicos e esportistas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Interpessoal:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É a capacidade de entender as intenções dos outros. Bastante necessária a quem coordena e executa trabalhos em grupo. É encontrada em vendedores, políticos, professores, clínicos e atores.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Intrapessoal:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É a habilidade de olhar para dentro de si mesmo e entender as próprias intenções, objetivos e emoções. Necessária para encontrar erros no próprio raciocínio. Presente em psicólogos, filósofos e cientistas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;Naturalista:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; É a sensibilidade para perceber e organizar fenômenos e padrões da natureza, como a diferença entre plantas quase idênticas. Costuma ser encontrada em biólogos e membros de tribos indígenas. &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h4 style="text-align: justify;" class="titulo"&gt;Para saber mais:&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="destaque"&gt;&lt;strong&gt;A Inteligência – Um Conceito Reformulado - &lt;/strong&gt;Howard Gardner, Objetiva, 1999.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6879529353853129326?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jorgeschemes.blogspot.com' title='Inteligência'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6879529353853129326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6879529353853129326&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6879529353853129326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6879529353853129326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2009/10/inteligencia.html' title='Inteligência'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eUuqsFRWyIQ/SspRePHqYJI/AAAAAAAANFs/-l9djfii5bQ/s72-c/Capa+Super.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-2835792417878574905</id><published>2008-12-12T09:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T10:02:28.918-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Reflexão sobre as metas para a educação brasileira...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;METAS PARA A EDUCAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por: Jorge Schemes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente especialistas definiram cinco metas que devem ser cumpridas para tentar colocar o Brasil no mesmo nível de países desenvolvidos. Até 2022, o Brasil não deverá ter mais qualquer criança entre quatro e 17 anos fora da escola, e todos precisarão estar plenamente alfabetizados até os oito anos. Além disso, o estudante deverá apresentar aprendizado adequado à sua série e concluir o Ensino Médio até os 19 anos. E os investimentos em Educação serão ampliados e bem geridos. Apesar de serem metas totalmente viáveis, são dependentes de uma enorme vontade política e social, e podem ser frustradas se de fato não houver comprometimento com a educação.Essa busca pela excelência na educação estará fadada ao fracasso se não seguir sete medidas testadas e aprovadas pelos países desenvolvidos. Essas sete medidas são a conclusão e o resultado de um estudo realizado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - USA). São elas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º) Recrutar os professores mais talentosos e capazes para ensinar -&lt;/strong&gt; Para tanto, o Governo, em todos os níveis, deve investir pesado em capacitação e desenvolvimento humano, bem como aderir à política pública da elevação do piso nacional para os professores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º) Para cada estudante de pedagogia um tutor, ou seja, um professor experiente para orientá-lo e avaliá-lo na prática pedagógica -&lt;/strong&gt; Infelizmente essa não é uma realidade nacional, principalmente nos cursos de formação docente à distância. Há uma verdadeira banalização do ensino à distância. Penso que o Ministério da Educação deveria se preocupar em regular os mesmos para oferecerem cursos de bacharelado, mas não de licenciaturas, pois a diversidade metodológica, didática e pedagógica, bem como a prática de ensino e o acompanhamento docente no estágio ficam no mínimo comprometidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º) Aumento significativo do salário inicial dos professores para tornar a profissão tão atraente como em outras áreas mais bem remuneradas – &lt;/strong&gt;A questão salarial e a profissionalização docente estão intimamente relacionadas com a qualidade no ensino. Como atrair para a educação os melhores educadores se o salário é indigno?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º) Investir na capacitação dos diretores oferecendo cursos na área de gestão –&lt;/strong&gt; De acordo com dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do MEC), 59,8% dos diretores de colégios públicos foram escolhidos por indicação da Prefeitura ou do Estado em 2004. A prática se mostra recorrente, na medida em que, em alguns Estados, esse percentual chega a ser superior a 90%, como o Amapá (94,7%), o Rio Grande do Norte (92,3%) e Sergipe (92%).Por outro lado, o percentual de diretores eleitos no país é de 19,5%, enquanto a taxa de concursados é menor: 9,2%. Diante dos dados e dos fatos, a pesquisa concluiu que a escolha por indicação é a pior forma por colocar na escola uma pessoa que não tem vinculação com o sistema educacional, mesmo em alguns casos em que possa existir algum critério nessa indicação. Todavia, na maior parte das vezes, a escolha é político-partidária. Além de ser a forma mais criticada por especialistas, a indicação política é, segundo o SAEB (exame do MEC que avalia a qualidade da educação), a que tem mais impacto negativo no desempenho dos estudantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º) Auditoria nas escolas, nas salas de aula e no ambiente físico e pedagógico –&lt;/strong&gt; Ou seja, técnicos são designados para visitar a escola, assistir aulas, entrevistar alunos e professores, relatar as deficiências e apontar as mudanças necessárias, e se for o caso, até mesmo indicar a exoneração do mal gestor escolar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6º) Adoção de um currículo único, consistente, com objetivos definidos e um instrumento para aferir o nível dos alunos -&lt;/strong&gt; Infelizmente em nosso país ainda predomina um currículo guiado pelas próprias crenças e pela razão dos(as) professores(as). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7º) Aulas particulares de graça -&lt;/strong&gt; Ou seja, um(a) professor(a) é designado(a) e remunerado(a) para atender os(as) alunos(as) com dificuldades de aprendizagem, à parte das aulas. Essa medida é urgentíssima no caso do Brasil. Os altos índices de repetência comprovam isso, somado ao analfabetismo funcional, ou seja, a incapacidade de entender o que se lê e escreve. A mais triste realidade para um escola é ter alunos analfabetos em todas as séries da Educação Básica. Por essa razão faz-se necessário reestruturar o cotidiano escolar e gerenciar o principal papel social da escola, o de alfabetizar e ensinar com eficácia e qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jorge Schemes:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Professor na FGG – Faculdade Guilherme Guimbala – ACE.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Técnico Pedagógico na GERED – Gerência de Educação.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Professor na Rede Pública Municipal de Joinville, SC.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-2835792417878574905?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jorgeschemes.blogspot.com' title='Reflexão sobre as metas para a educação brasileira...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/2835792417878574905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=2835792417878574905&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2835792417878574905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2835792417878574905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2008/12/reflexo-sobre-as-metas-para-educao.html' title='Reflexão sobre as metas para a educação brasileira...'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-7477476773503555686</id><published>2007-08-02T14:07:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T11:54:19.584-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física Quântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>PEDAGOGIA QUÂNTICA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PEDAGOGIA QUÂNTICA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;Por: Jorge Schemes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A física quântica surgiu no século XX como uma ciência que estuda o movimento dos átomos e das partículas subatômicas. Ela revolucionou o entendimento da realidade e superou, em certo sentido, as explicações da física de Newton. Segundo a física clássica, o mundo é visto com certezas avaliativas de objetos, fornecendo fórmulas e instrumentos para calcular peso, distância, força, impacto, velocidade, etc. Porém, as mesmas leis e fórmulas não se aplicam na física quântica. No lugar do determinismo da física clássica, a física quântica apresenta o princípio da incerteza, ou seja, que no microcosmo do mundo quântico as partículas subatômicas se comportam de maneira imprevisível. As partículas microscópicas do átomo são vistas como ondas de possibilidades, pois podem estar ali, aqui e acolá. Por exemplo, o elétron, que é uma partícula subatômica, comporta-se como uma partícula, mas também se comporta como onda, pois não pára quieto e pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. Os elétrons são ondas que se propagam pelo espaço, mas também são partículas, ou seja, objetos microscópicos. Essa dupla característica é denominada pelos físicos modernos de "dualidade onda-partícula". E um aspecto não funciona sem o outro, pois é um conjunto aparentemente contraditório. Todavia, ficou comprovado em laboratório, por meio de experimentos científicos, que ao serem observados com instrumentos tecnológicos, os elétrons sofrem uma interferência no seu movimento ou rumo. Quando um elétron é observado ele pára em um só ponto. Ou seja, o cientista é capaz de interferir no rumo do elétron e alterar a realidade do mundo microscópico da física quântica, embora não tenha controle sobre o lugar em que a partícula vai parar.&lt;br /&gt;Há outro fator que é impressionante na realidade quântica. Ficou comprovado pela ciência moderna que um elétron pode influenciar outro elétron quando sofre alguma interferência por meio da observação. E o mais fantástico é que isso pode ocorrer à distância. Os cientistas, por meio de tecnologias em laboratórios são capazes de estimular a "comunicação" e a interação dos átomos entre si. É possível fazer com que os átomos se comportem de forma interligada, por exemplo, ao mexer em um átomo o outro também se mexe. O mais surpreendente disso é o fato de que para ocorrer esse processo de interdependência a distância é irrelevante, ou seja, a interdependência independe da distância entre as partículas. É como se o espaço não existisse, pois se o cientista mexer com um átomo no Brasil pode fazer com que outro se movimente na China, ou mais distante ainda, em Saturno. Na década de trinta, Albert Einstein batizou esse fenômeno de "ação fantasmagórica a distância". Atualmente esse princípio quântico é conhecido como "entrelaçamento de partículas".&lt;br /&gt;Ao pensar na educação dentro destes conceitos quânticos, podemos fazer um paralelo e ao mesmo tempo uma aplicação destes princípios. Se, por meio da observação instrumental, o ser humano é capaz de influenciar a realidade do microcosmo das partículas subatômicas, também seria possível alterar nossa realidade por meio do pensamento positivo. Considerando que nosso corpo é composto de átomos, bem como toda realidade que nos cerca, e que o pensamento também é uma onda de energia. Diante desta premissa faz-se necessário que os educadores tenham uma atitude positiva e aprendam a desenvolver o pensamento positivo sobre si mesmos e o seu ofício. Se acreditamos que nossa mente é capaz de alterar nossa realidade, se acreditamos que a nossa realidade é o resultado de nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações, então não podemos continuar pensando coisas mesquinhas sobre o que somos e fazemos. Precisamos eliminar os sentimentos negativos que são alimentados por meio de nossos pensamentos e palavras, ou seja, coisas como baixa auto-estima, derrota, desânimo, ódio, inveja ou qualquer outro sentimento negativo precisam dar lugar a pensamentos e palavras de otimismo. Se desejamos receber coisas boas de nossos alunos em sala de aula, devemos pensar e falar destas coisas com eles. Assim como o elétron é influenciado em seu rumo quando observado e sofre uma parada, também podemos mudar o rumo de nossa atividade docente quando mudamos a nossa disposição mental e passamos a pensar predominantemente de maneira positiva. Penso que muitos problemas em sala de aula são causados pelos próprios professores devido a sua disposição mental negativa em relação a si mesmos, ao que fazem e a seus alunos. É comum, na hora do intervalo das atividades docentes, professores reclamarem de seus alunos e falarem mal de sua profissão. O pensamento, as palavras e o sentimento que predomina são de desânimo, tristeza, rancor e revolta. Eles já saem da sala dos professores com "pedras nas mãos" para se defender da indisciplina e das atitudes de violência de seus alunos. E o que acontece? Justamente o que não desejam, ou o que temem. Os alunos acabam refletindo o que seus professores pensam, sentem e falam a seu respeito. Esse princípio é chamado por alguns teóricos da física quântica de "lei da atração". Ou seja, atraímos para a nossa vida aquilo que dedicamos atenção, energia e concentração. Certamente você já ouviu dizer que amor gera amor, ódio gera ódio, medo gera medo, confiança gera confiança, respeito gera respeito, etc. Desta maneira, se desejamos despertar o melhor em nossos alunos devemos pensar, falar, sentir e desejar o melhor deles. Devemos acreditar que eles têm o melhor para nos oferecer e esperar com confiança que irão corresponder aos nossos pensamentos, palavras e sentimentos.&lt;br /&gt;O princípio quântico de entrelaçamento de partículas revela que há uma sincronicidade no universo, ou seja, não há coincidências, pois tudo está interligado. Sendo assim, não estamos separados do todo, mas somos parte do universo. Diante disto, o dualismo psicofísico de R. Descartes cai por terra, ou seja, sua tese de que somos apenas substância extensa (corpo) e substância pensante (mente) já não é mais suficiente para entender a nossa realidade. Porém, o que norteia a concepção de realidade do mundo capitalista e neoliberal é justamente a concepção cartesiana, de que o ser humano é como uma máquina programada e fragmentada, separado do todo. A idéia cartesiana do sujeito como ser pensante promove o individualismo egoísta. A propósito, esta concepção cientificista de ser humano influenciou fortemente os modelos pedagógicos por meio da psicologia experimental de B. Skinner com sua tese do behaviorismo. Todavia, pela física quântica percebemos a realidade de modo totalmente inverso, ou seja, não somos seres fragmentados, mas estamos todos interligados pelo mesmo princípio que rege o entrelaçamento de partículas. O que quer que o ser humano faça, não está fazendo apenas a si mesmo. Não tecemos a rede da vida, somos apenas um nó desta rede. Se de fato, estamos todos interligados no universo, precisamos rever as nossas concepções de educação, de ser humano e de sociedade. Na perspectiva do princípio quântico do entrelaçamento de partículas, como educadores não podemos pensar no conhecimento de forma fragmentada ou separado do todo. A especialização é necessária, mas nada mais é do que saber cada vez mais acerca de cada vez menos. Há urgência em desenvolver uma concepção integral da realidade e do ser humano. O conhecimento não pode ser visto como algo linear, mas sistêmico. Em sala de aula devemos pensar, falar, sentir e agir de forma interdisciplinar e transdisciplinar. Devemos perceber o entrelaçamento de nossa prática com as demais práticas. Chegou o momento de parar de fazer educação de forma fragmentada, separada e alienada da realidade de nossos colegas de trabalho e de nossos alunos. Mas como é possível mudar nossa prática? Devemos primeiro mudar os nossos pensamentos, palavras e sentimentos. Platão já nos disse que este não é um processo fácil. Sair da caverna é sentir o desconforto de questionar as nossas certezas. Embora a física quântica nos ajude a entender a realidade sob outro prisma, o que irá determinar de fato a mudança será o pensamento positivo, o qual se manifestará em nossas palavras e sentimentos e criará, por meio da lei da atração, a realidade que desejamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dica: &lt;a href="http://www.osegredoempratica.com.br/"&gt;http://www.osegredoempratica.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-7477476773503555686?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jorgeschemes.blogspot.com' title='PEDAGOGIA QUÂNTICA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/7477476773503555686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=7477476773503555686&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/7477476773503555686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/7477476773503555686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/08/pedagogia-quntica_02.html' title='PEDAGOGIA QUÂNTICA'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6124185005014276475</id><published>2007-07-10T09:32:00.000-07:00</published><updated>2007-07-10T09:35:14.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>O CONHECIMENTO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PERSPECTIVAS DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por: Jorge Schemes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada tem um sentido definitivo e de verdades absolutas. Educar é instigar em cada aluno as suas próprias magias. Todo conhecimento é autobiográfico, cada um constrói seu próprio conhecimento, pois conhecimento não se transmite, mas se produz, partindo da realidade de cada um. Por isso o conhecimento autobiográfico é intransferível. O movimento e a atividade são os eixos norteadores da apreensão do conhecimento. A educação é um espaço de tensão entre forças contraditórias. A democratização da educação e a construção de consciências, mais que a transmissão de informações, deve, consciente ou não, trabalhar valores. A pedagogia é tributária a uma epistemologia (concepção de conhecimento).&lt;br /&gt;O método científico acaba formatando modelos de educação (currículos, estruturas e práticas). Na concepção científica a verdade é uma só e há uma punição do erro, o qual poderia ser uma outra verdade do ponto de vista histórico-cultural. O modelo da modernidade alicerça nossos conhecimentos e as universidades são as grandes guardiãs deste modelo. A ciência moderna produziu muitos benefícios para a humanidade por meio de tecnologias, mas ela tem efeitos colaterais. A pós-modernidade começa apresentar novos paradigmas, mesmo diante da objetividade científica há uma busca por subjetividades não reconhecidas pela ciência moderna. A ruptura paradigmática propõe outros modelos. É necessário romper os limites de loteamento do conhecimento. A perspectiva emancipatória enfatiza o processo, não a regulação própria do tradicionalismo. Numa perspectiva generalizada não existem dogmas dentro de uma única concepção, mas tantos quantos são os olhares (verdades). A teoria é o resultado de múltiplas generalizações, mas a prática é e sempre será única. O modelo tradicional é construído na lógica do saber factual e objetiva silenciar a dúvida e a divergência, enquanto que a perspectiva pós-moderna vê o conhecimento como objeto em construção, privilegia espaço para dúvida e contempla a divergência por meio da dialética. Todavia, se construir ou se for o caso se reconstruir dentro desta concepção, exige uma ruptura interna. O problema é que em muitos professores não há uma matriz de reflexão teórica, mas uma matriz de reprodução. Contudo, os saberes não vêm de uma única fonte, eles são na verdade múltiplos e dentro de um processo contínuo e não pontual. Diante disso, fica o desafio de construir, destruir e reconstruir constantemente a nossa formação visando alcançar autonomia intelectual. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6124185005014276475?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6124185005014276475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6124185005014276475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6124185005014276475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6124185005014276475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/07/o-conhecimento.html' title='O CONHECIMENTO'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-2084349094640240821</id><published>2007-07-02T11:21:00.000-07:00</published><updated>2007-07-02T12:12:28.750-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>MEDIADOR MIDIÁTICO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O PROFESSOR COMO MEDIADOR MIDIÁTICO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Por: Jorge Schemes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Século XXI, século da comunicação, século da informação, da era digital e dos espaços virtuais. É dentro deste contexto que a escola pós-moderna está inserida como uma verdadeira "ilha de resistência" ao novo, ao diferente, às mudanças instantâneas da era da informática e da robótica. Digo "ilha de resistência" porque a escola, na grande maioria dos casos, ainda é um espaço de disritimia entre o que ocorre no mundo regido pelo mercado financeiro e o que ocorre no universo da práxis pedagógica. Não receio em afirmar que a escola, formatada do jeito que está, e estruturada como um espaço de reprodução e cópia cognitiva, é, de fato, uma continuação de um projeto medieval de subordinação do pensamento próprio, da identidade própria e das diferenças. Aliás, o objetivo deste projeto milenar é buscar a unidade (uniformidade) na diversidade, pois é regido por uma concepção ultrapassada de ser humano, a concepção metafísica. Sendo assim, a escola não pode cumprir plenamente com o seu papel social, cultural e educativo, pois suas açõs e operações não visam os sujeitos deste tempo histórico e social. A sala de aula, com sua estrutura física obsoleta, nos remete a posturas atitudinais de fragmentação do conhecimento e pseudas práticas de ensino, nas quais, os sujeitos não conseguem estabelecer uma conexão lógica e uma coerência entre o conteúdo informado e transmitido com as suas realidades. Diante da reflexão sugerida, qual a exigência do contexto histórico, social e econômico para a formação docente? Qual o papel do professor no contexto da era da informação? Certamente que não pode e não deve ser o mesmo de 30, 20, 10, 5 ou um ano atrás. Cada vez mais, o mercado financeiro como um organismo vivo, e não propriamente as políticas públicas voltadas para a educação, é que está ditando as regras e a necessidade de inovação. A escola ainda é um organismo morto dentro de um organismo vivo, dinâmico e repleto de transformações e mudanças. Neste sentido a escola ainda é uma ilha de resitência, mas não por muito tempo. A inovação na estrutura da escola será inevitável diante dos avanços das tecnologias. O contexto emergente sugere a necessidade de inovar métodos, práticas, didáticas, currículos, formação docente e infra-estrutura. O professor inteligente saberá por meio da intuição e de uma atitude pró-ativa o caminho que deverá seguir daqui pra frente. Este caminho é primeiramente um caminho de descontrução e reconstrução permanente no aspecto cognitivo. Mas também é uma caminho de busca e de esforço intelectivo. Pois diante das novas tecnologias e da avalanche de informações dispostas e disponíveis nos substratos digitalizados, o professor atuará mais como uma mediador midiático do que como interlocutor. O mediador midiático será capaz de "ler" e "interpretar" as diferentres fontes de informações, bem como de promover os parâmetros necessários para filtrar os conteúdos entre aquilo que é relevante e aquilo que é banal. O professor midiático deverá ter sólida fundamentação ética e moral, de tal maneira que contemple com a sua postura e com suas atitudes a diversidade presente no ambiente de ensino e aprendizagem, seja ele virtual ou físico. São os valores presentes na prática docente que farão a diferença na apreensão do conhecimento, que cada vez mais desenha-se como sendo autobiográfico. O professor midiático deverá ter o domínio técnico dos novos suportes da informação, esse é o requisito básico para trabalhar com a informação, a qual já possuí um mundo próprio e viaja na velocidade da luz. O desafio maior para o professor midiático será estimular a transformação de informações relevantes em conhecimento cientificamente válido e eticamente aceitável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-2084349094640240821?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.jorge-schemes.blogspot.com' title='MEDIADOR MIDIÁTICO'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/2084349094640240821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=2084349094640240821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2084349094640240821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2084349094640240821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/07/mediador-miditico.html' title='MEDIADOR MIDIÁTICO'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6281816323521746919</id><published>2007-06-01T12:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T13:06:43.858-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>SER PROFESSOR...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho docente é desafiador e exige cada vez mais uma atitude pró-ativa e inovadora. Não é tão simples assim sair da mesmice pedagógica, aquela que acaba transformando a própria pedagogia enquanto prática, em dogma. Penso ser mais fácil se deixar guiar "pelo mesmo" e resistir ao novo, contudo, se desejamos, de fato, uma educação libertadora e crítica precisamos ousar. E ousar é correr riscos, aliás, precisamos estar cientes que toda educação apresenta uma possibilidade de fracasso. Na perspectiva do docente isso não é avaliado como deveria, por exemplo, no conceslho de classe, a culpa é quase sempre do aluno. Contudo, ser professor, penso, é a maior oportunidade que temos para criar e recriar a realidade. Contudo, como educadores, precisamos nos fazer como intelectuais, construir uma auto-imagem positiva a esse respeito e demonstrar essa imagem, ou seja, precisamos ser referência quando o assunto é educação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta semana, em minha prática de sala de aula, aprendi mais sobre a necessidade de compreender a natureza humana em sua totalidade e diversidade. Aprendi com meus erros e também com meus acertos, penso que os tenho de vez em quando. Todavia, aprendi mais ainda com meus alunos do curso de pedagogia e do ensino médio. Quanto a estes, por serem adolescentes, aprendi que é necessário utilizar todos os fundamentos possíveis da inteligência emocional para motivá-los. Meus alunos do ensino médio são humanos, têm o humano no ser, e por essa razão são um enigma, um mistério que de vez em quando se permite vislumbrar. As aulas foram muito produtivas, isso do meu ponto de vista, mas ainda irei conversar com eles para verificar a perspectiva deles em relação a isso. Entretanto, pude perceber um amadurecimento nos debates filosóficos de sala de aula. Eles têm idéias fantásticas e argumentos plenamente válidos para uma reflexão filosófica norteada pela atitude crítica. Isso alimenta os meus sonhos de educador, dentre os quais aquele em que vejo a educação como a grande ferramenta de transformação social, política, ética e moral da sociedade. Nas discusões realizadas em sala de aula, partindo de questionamentos filosóficos sobre o direito a vida, a questão do aborto e a questão da liberdade, os alunos destruíram conceitos prontos e acabados, os reconstruíram e perceberam que o conhecimento não está fechado em dogmas. O pensamento foi estimulado a libertar idéias aprissionadas e mover em espiral conceitos aparentemente óbvios. também percebi a angústia de alguns ao descobrirem que suas verdades não eram tão invioláveis quanto pensavam. Afinal, penso, esse é o objetivo da filosofia, mover pensamentos e pensar o já pensado como um processo de reflexão contínua. Ou seja, o pensamento dando voltas sobre si mesmo e pensando sobre si mesmo. Quanto aos meus alunos da faculdade de pedagogia, também tenho que admitir o envolvimento da maioria no processo de busca, construção e reconstrução do conhecimento. Particularmente, penso, que "formar" futuros educadores é um grande privilégio e um grande desafio. Talvez a palavra formar não seja mais adequada, diante da era do conhecimento e da informação, penso, que, talvez, o mais adequado seja pensar no processo de construção do conhecimento dentro de uma perspectiva de construção individualizada ou autobiográfica. O autogerenciamento de suas competências e a autonomia intelectual são critérios fundamentais para pensar nesta perspectiva.  Penso que um dos grandes desafios da educação do século XXI é mudar o paradigma de um educação impositiva para uma educação libertadora, crítica e que promova a autonomia ética, moral e intelectual de nossos alunos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6281816323521746919?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6281816323521746919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6281816323521746919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6281816323521746919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6281816323521746919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/06/ser-professor.html' title='SER PROFESSOR...'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-693150363667157502</id><published>2007-05-25T10:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T12:40:04.677-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>POR UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#66ffff;"&gt;Gonzaguinha – É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66ffff;"&gt;É...a gente quer valer o nosso amor; a gente quer valer nosso suor; a gente quer valer o nosso humor; a gente quer do bom e do melhor; a gente quer carinho e atenção; a gente quer calor no coração; a gente quer suar mas de prazer; a gente quer é ter muita saúde; a gente quer viver a liberdade; a gente quer viver felicidade. É...a gente não tem cara de panaca; a gente não tem jeito de babaca; a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela. É...a gente quer viver pleno direito; a gente quer viver todo respeito; a gente quer viver uma nação; a gente quer é ser um cidadão. É... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pergunta que deve ser feita primeiramente é: "o que de fato desejamos?" Será que de fato desejamos amor, saúde, liberdade, felicidade, direitos, respeito e cidadania? Há uma manipulação dos nossos desejos por parte da mídia. A lógica capitalista coloca o "ter" em prioridade. Há uma coisificação dos nossos mais íntimos desejos, os quais são transformados em mercadorias de consumo. Por exemplo, no lugar da felicidade é colocado um carro zero, no lugar do amor e da afetividade o consumo desenfreado. "Ter" e não "ser", esse é o princípio do capitalismo. Por essa razão, faz-se necessário primeiramente uma reflexão sobre o que desejamos de fato. Partindo disso, será possível identificar necessidades reais e estabelecer metas e ações para realizá-los. Também é pertinente refletir no significado do sonho e da realidade, afinal, o que é o sonho? O que é a realidade? Penso que o sonho acordado é necessário, pois sonhar é desejar, é ter esperança de uma realidade utópica. A utopia não é de todo negativa, pois nos dá esperança, assim, há um círculo vicioso entre sonhar e cair na real, ou seja, o sonho alimenta a esperança, e esta produz a energia que nos move em direção a outra realidade possível. Portanto, as nossas ações devem estar ancoradas em sonhos constantes, pois parar de sonhar significa dogmatizar as ações. O dogma não promove a mudança, pois é sempre do mesmo jeito, assim, pessoas que não sonham não podem mudar a sua realidade, pois vivem numa mesmice dogmática, fazem sempre do mesmo jeito e pensam sempre da mesma maneira. Para quebrar com este paradigma o único instrumento que pode ser usado é a educação, mas ela mesma pode ser um dogma, por isso faz-se necessário um novo paradigma na educação. Este novo paradigma deve ser norteado pela liberdade e pela crítica, pois uma educação libertária não reproduz a ideologia dominte e não subordina o pensamento das pessoas, mas ensina a pensar e acreditar nos sonhos como ponto de partida das transformações. Também ensina a agir, pois um sonho sem ação é apenas um sonho. Ficar sonhando e não agir é viver numa eterna utopia, num eterno devir. Temos o poder para alterar a realidade, ao mudar primeiramente a maneira de pensar sobre a realidade. Na física quântica, na microfísica, no mundo das moléculas e dos quantas, isso é uma possibilidade real, pois a realidade vai muito além da concepção dualista e psicofísica de Descartes, ou mesmo dos princípios newtonianos da física clássica. A realidade na perspectiva quântica está sujeita a incertezas e improbabilidades, pois é relativa. Isso nos permite pensar na realidade como um conjunto de fatores não isolados, mas interligados. A realidade fragmentada é percebida como tal por causa do paradigma moderno da ciência, das especilizações, que nada mais são do que conhecimentos específicos sobre o todo, sendo que, podemos definí-la da seguinte maneira: "especialização é saber cada vez mais a respeito de cada vez menos", a regra é: quanto mais especificidade, mais ignorância do todo. Portanto, deixar de ver ou ter a percepção do todo, ou ainda deixar de querer vê-lo é um perigo. Pois os princípios de todo fundamentalismo estão enraizados nesta visão fragmentada da realidade. Deste modo, só é possível alterar a realidade, quando desejamos de fato alterá-la, primeiramente pelo pensamento, depois pelas palavras, as quais devem conduzir a ações concretas. Há um ditado budista que diz que a nossa realidade e tudo o que acontecerá conosco inicia-se em nosso pensamento. O ditado diz o seguinte: "cuide dos teus pensamentos, pois eles se transformam em palavras, ou seja, eles se materializam, pois tanto os pensamentos quanto as palavras são ondas de energia, (dentro do princípio da mecânica quântica isso é fato); cuide das tuas palavras, pois elas se transformam em ações; cuide das tuas ações, pois elas se transformam em hábitos, cuide dos teus hábitos, pois eles constituirão o teu caráter, e o teu caráter definirá o teu destino". Portanto, penso que para alterar a nossa realidade devemos primeiro e de fato desejar, querer, pensar e falar sobre isso. Esse seria um primeiro passo, que, penso, apenas uma educação libertadora e crítica é capaz de promover.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jorgeschemes.blogspot.com"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;www.jorgeschemes.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-693150363667157502?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/693150363667157502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=693150363667157502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/693150363667157502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/693150363667157502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/05/gonzaguinha.html' title='POR UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-5391372465861377900</id><published>2007-05-07T11:51:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T11:56:03.988-07:00</updated><title type='text'>CRÍTICA COM RESPONSABILIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devemos usar o nosso direito ao voto como ferramenta para promover bons representantes políticos. Todavia, a máxima: "o poder corrompe", infelizmente tem se concretizado no meio político de uma maneira quase que geral. Como disse, não é regra, mas quase. Penso que nestes casos, os de corrupção, a sociedasde civil deveria mobilizar-se para exigir o cumprimeto da legislação, ou, se for o caso, a mudança na mesma. Em Brasília há um pensamento no meio político em relação as leis, dizem os de lá que há aquelas leis que pegam e aquelas que não pegam. Isso é uma banalização da justiça. Aliás, há uma banalização também na educação. Apesar de não ser regra, entretanto, as exceções são o paradígma. Por essa razão o ambiente escolar ultrapassado torna-se um aspecto difícil para o profissional da educação que quer inovar e fazer diferente do comum. Ele encontra muitas resistências. É remar contra a maré. Todavia, aqueles que têm persistido, têm percebido o retorno em termos de qualidade. Quanto a formação de sujeitos críticos, isso não significa a crítica pela crítica. O pensamento crítico verdadeiro tem fundamentação epistemológica e ética, por essa razão reporta a necessidade de responsabilidade. Talvez muitos educadores não entendam de fato o que significa uma educação libertadora e crítica. Não é a crítica pela crítica, mas uma formação mais ampla de leitura de mundo e de construção moral, acompanhada sempre de responsabilidade moral, ou, ética. Talvez esteja ocorrendo uma má interpretação do que significa ser um cidadão crítico. Por conta, talvez, de "professores urubus", que "enchergam só a carniça". Assim, vai se formando uma geração de "pseudos cidadãos", indivíduos que só sabem reclamar e não fazem a sua parte para que as mudanças se concretizem. É aquela velha história do furo na meia da noiva, tudo estava perfeito no casamento, mas tem gente que só comenta sobre o furo na meia. Formar cidadãos verdadeiramente críticos signifca educá-los para a responsabilidade por meio da autonomia ética e moral. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-5391372465861377900?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/5391372465861377900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=5391372465861377900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/5391372465861377900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/5391372465861377900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/05/crtica-com-responsabilidade.html' title='CRÍTICA COM RESPONSABILIDADE'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-6462556248221469561</id><published>2007-04-25T14:44:00.000-07:00</published><updated>2007-04-27T10:56:29.172-07:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES SOBRE ÉTICA, CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação." (Herbert de Souza, o Betinho)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Herbert de Souza encarnou o que disse até o último dia de vida. Aliás, suas palavras são o resultado de sua vida, de sua luta social por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Contudo, sua visão de futuro não ficou sem ação, pois do contrário seria apenas um sonho. Também suas ações não estavam destituídas de sonhos, pois se assim fosse, seriam apenas um passa-tempo sem propósitos maiores. Desta maneira, podemos afirmar que as palavras de Betinho são o resultado de uma visão de futuro (sonho) acompanhada de ações concretas, inseridas no contexto histórico e social de seu tempo, o que gerou uma mudança de atitude e consciência. Assim, podemos afirmar que: "Uma visão de futuro sem ação é apenas um sonho. Ações sem uma visão de futuro (sonho) são apenas um passa-tempo. Todavia, uma visão de futuro (sonho) acompanhada de ações planejadas e intencionais, podem causar um revolução na história de vida pessoal e social".&lt;br /&gt;Há um imperativo na declaração de Betinho, de que precisamos participar das decisões que interferem na nossa vida. Não é opcional. Ou participamos ou nos alienamos. A omissão pode ser considerada uma alienação. Se desejamos construir nossa cidadania, "precisamos" participar das decisões que afetarão nossa vida. Por exemplo, a questão do direito ao voto nas eleições Municipais, Estaduais e a nível Federal. Precisamos participar. Mesmo quando o voto é branco ou nulo está havendo participação, contudo, não há um sentimento ético e consciência cidadã. Precisamos participar com intencionalidade e consciência ética. Nosso poder decisório é muito maior do que supomos. Se de fato praticarmos a democracia plena, nossos direitos enquanto cidadãos, estaremos criando uma atmosfera de poder ao nosso redor. Devemos lembrar que as pessoas só poderão nos tratar como seres inferiores com o nosso consentimento. Quem vive na dimensão de súdito, está colocando-se numa posição de inferioridade em relação aos seus direitos. Não está exercendo seu poder decisório. Penso que, neste sentido, a fundamentação ética é super importante, principalmente quando entendemos que a ética pode fundamentar as relações sociais ou não. Penso ainda que este sentimento ético forte só pode existir por meio de uma educação libertadora e crítica. Não é possível desenvolver este sentimento ético sem uma fundamentação teórica consistente. O conteúdo desta fundamentação não pode estar norteado pela lógica capitalista, pois a ética do mercado é utilitarista, ou seja: os fins justificam os meios. Penso que a melhor fundamentação para uma ética que contemple as diferenças e a diversidade presentes em nossa cultura é a ética da alteridade de Emmanuel Lévinas. Essa manifestação ética está expressa de alguma maneira no rosto do outro. Há uma certa encarnação da ética como filosofia primeira quando apreendemos o sentido da humanidade, e o que há de mais humano no ser, revelado no rosto do outro. Este outro é uma referência ao "totalmente outro", o excluído, o segregado, o discriminado pela lógica do neoliberalismo, o qual contempla o humano apenas na dimensão do capital e do trabalho, como agente de produção. Há uma fragmentação da dimensão humana no universo da técnica neoliberal. Esse dilaceramento do humano no ser precisa ser restaurado, e o caminho, o único possível, é a educação libertadora e crítica. Não há outro meio pelo qual possamos resgatar e reconstruir o sentimento ético forte e a consciência da cidadania como instrumentos internos, para que o sujeito possa exercer seu poder de participação. Quem não tem essa fundamentação não participa, e quem não participa é um mero espectador e joguete nas mãos dos detentores do poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A educação, dentro do contexto neoliberal e da lógica capitalista, tem sido aparelho ideológico do Estado neste país desde sua invasão. Quem vai fazer a diferença é o professor, o qual pode reproduzir a ideologia de subordinação e dominação, ou pode ser um agente de transformação e mudança. Contudo, para que o professor seja um agente de transformações, ele próprio precisa ser construído e formado continuamente dentro de um contexto educacional crítico e dialético. Pessoalmente, acredito que é possível quebrar os velhos paradigmas da exclusão e discriminação. O preconceito é aprendido, e se é aprendido pode ser desaprendido. Não é tarefa fácil, pois poderá exigir o abrir mão de interesses próprios e possíveis vantagens. O fato é que, assim como o Betinho, há milhares de outros que estão lançando a semente para um amanhã mais justo, igualitário e solidário. Todavia, não podemos negar que há interesses politiqueiros em muitos programas assistencialistas e de fachada. Como cidadãos, precisamos participar no sentido de acompanhar as ações sociais promovidas pelo Governo. Infelizmente, se perguntarmos em quem as pessoas votaram nas eleições passadas, a grande maioria talvez não consiga lembrar. O contexto em que o neoliberalismo insere-se na vida de milhões de brasileiros não foi favorável a uma reação por parte do povo. Pois o Brasil, nunca foi um Estado de Bem-Estar. Por conta disso, o neoliberalismo está exercendo um papel de exclusão social muito mais impactante do que ocorreu na Inglaterra, país desenvolvido às custas do sangue alheio. Os ingleses, os grandes sangue-sugas da humanidade, quando assumiram a política neoliberal, viviam um Estado de Bem-Estar mais consistente do que o Brasil. Há uma desvantagem para nós do ponto de vista positivista . Entretanto, nosso povo pode ser considerado herói, pois tem usado da criatividade e da inovação para superar suas deficiências. Aliás, o que pode ser considerado o nosso maior patrimônio? Sem dúvidas, o maior patrimônio do país são as pessoas. Não adianta o país crescer o PIB 10% ao ano, se não houver mão-de-obra qualificada e pessoas pensantes para sustentar tal crescimento. Os talentos e competências dos recursos humanos disponíveis são o principal diferencial para crescermos de verdade. Por este viés, a qualidade na educação é a principal via de sustentabililidade. Crescer economicamente e não crescer intelectualmente e moralmente equivale a estagnação. Se o país não fizer investimentos pesados em educação, as coisas não irão melhorar de fato. Penso que a discusão em torno da educação tem duas correntes que se destacam, ou seja: aqueles que defendem uma educação para a cidadania (posição civil democrática), e aqueles que defendem uma educação técnica para o mercado de trabalho (posição conteudista). Assim, penso que não basta formar técnicos, faz-se necessário preparar a juventude para atuar como cidadãos críticos e participativos. Volto a declarar a minha crença numa educação libertadora e crítica, capaz de servir como instrumento para a promoção da justiça social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensando em Aristóteles para fundamentar nossas ações políticas, de participação e legitimização de direitos, faz-se necessário entender a política como um desdobramento natural da ética, pois tanto a ética quanto a política compõem a unidade do que Aristóteles costumava chamar de filosofia prática. Há duas dimensões que envolvem a ética e a política. Enquanto a ética está preocupada em buscar e encontrar a felicidade individual do sujeito cidadão, a política está interessada em alcançar a felicidade coletiva (social). Desta maneira, é tarefa da ética e da atitude política investigar e descobrir quais são as formas de governo e quais são as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a constituição do Estado, sua atuação e suas competências, para, partindo desta premissa, participar de forma mais consistente e consciente enquanto cidadão. Portanto, não podemos separar a ética da política, ou seja, das nossas ações individuais e de participação social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Analisando os dados aterradores da péssima qualidade na educação divulgados no Ideb - veja o site &lt;a href="http://www.jorgeschemes.blogspot.com"&gt;www.jorgeschemes.blogspot.com&lt;/a&gt; para verificar os dados), concluí parcialmente que há vários fatores para chegarmos nestes índices; na minha opinião, o que mais tem pesado é a disritimia da escola com este tempo histórico e social, ou seja, o currículo está descontextualizado, a escola ainda apresenta os moldes medievais. Desta maneira fica difícil capatar a atenção e o interesse dos alunos, que na maioria dos casos são meros expectadores do processo e não atores e autores. Os alunos precisam ter voz e vez. O currículo deve partir da realidade deles e desafiá-los na construção de sua autonomia intelectual, ética e moral. Se um determinado conteúdo não está viculado com a minha realidade, este conteúdo não tem significado para mim, e aquilo que não significa nada pra mim, não me interessa, e o que não me interessa eu não quero aprender. É a lógica de uma educação metafísica e excludente. Faz-se necessário uma concepção histórico-social de ser humano. Partir do ocnhecimento real dos alunos, ou seja, daquilo que eles já sabem, para o conhecimento potencial, científico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-6462556248221469561?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/6462556248221469561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=6462556248221469561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6462556248221469561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/6462556248221469561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/04/reflexes-sobre-tica-e-cidadania.html' title='REFLEXÕES SOBRE ÉTICA, CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-4961281041718222270</id><published>2007-04-17T12:36:00.001-07:00</published><updated>2007-04-23T14:07:36.714-07:00</updated><title type='text'>LUCUBRAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande ferramenta de transformação social é a educação. Não pode haver mudança, movimentos sociais legítimos e nem mentalidade crítica e cidadã, sem um processo educacional consistente e fundamentado em sólidos princípios, éticos, teóricos e metodológicos. Penso que toda a prática está embasada em pressupostos teóricos, pois não há prática sem teoria e vice-versa, assim, partindo desta premissa, a educação não contém um conhecimento vazio ou descontextualizado. Também se faz necessário considerar que toda educação é política, não necessariamente no sentido partidário, mas no sentido aristotélico do termo, ou seja, como dizia Aristóteles: "o ser humano é um animal político". A educação, por ter um conteúdo significativo com a realidade histórico-social do indivíduo, promove esse movimento político de construção de uma sociedade participativa. Quando um conteúdo tem vínculo com a realidade do sujeito, ele tem significado, e quando tem significado se torna relevante, e aquilo que é relevante para o indivíduo passa a ser usado em seu cotidiano como ferramenta política, no sentido de promover a mobilização social e conseqüentemente as mudanças. Assim, penso que participar de um processo educacional e promover o conhecimento historicamente construído pela humanidade, pode ser um primeiro passo para a construção de uma visão de mundo mais crítica e participativa. Como professor universitário, desejo dar minha parcela de contribuição ao utilizar os conhecimentos construídos em minha prática pedagógica em sala de aula, pois trabalho diretamente com a formação de futuros docentes, os quais por sua vez podem ser multiplicadores deste conhecimento mais elaborado e crítico. Como afirmou Francis Bacon: "Saber é poder"! E certamente o conhecimento construído sobre as bases da educação é um dos passos para a prática de uma cidadania mais crítica e participativa, permitindo para muitos a superação da condição de meros súditos.&lt;br /&gt;A incipiente democracia brasileira precisa ser aprendida e praticada pelos cidadãos. A grande massa em nosso país ainda vive como súdito, pensa como súdito e não têm plena consciência de seus direitos e deveres. Ora, o súdito subordina o seu pensamento, os seus sonhos e a sua própria vida, em detrimento de sua felicidade e bem estar. O processo de libertação do pensamento subordinado e fundado no senso comum só pode ser alcançado via educação. Essa libertação, lembrando a alegoria da caverna de Platão, não é algo indolor a nível cognitivo, pois bate de frente com dogmas, valores, tradições e preconceitos aprendidos. Todavia, não se trata de qualquer educação, e muito menos de qualquer educador. Há educadores comprometidos e há mercenários da educação. Portanto, penso que, como dizia Paulo Freire, "somos seres da transformação e não da estagnação", ou seja, se de fato sonhamos, e sonhar é utopia, e a utopia nos dá esperança, então é porque somos capazes de acreditar em mudança de mentalidade, de pensamento. Como dizia Sócrates: "aquele que deseja mudar o mundo, deve primeiro, mudar a si mesmo". A desconstrução e a constante reconstrução do pensamento só podem ocorrer dentro de um processo dialético, contemplando as diferenças e a multiculturalidade presente neste tempo histórico e social. Ao participar deste processo educacional como um projeto político e civilizatório para todos, faz-se necessário uma abordagem pedagógica socio-histórica e uma concepção histótico-social de ser humano. A concepção metafísica de ser humano, bem como a concepção naturalista ou cientificista são excludentes, pois objetivam a uniformidade onde há diversidade, além de fragmentar e diluir o todo. Penso que os movimentos sociais legítimos e a participação da sociedade no controle social das ações do Estado só serão difundidos e praticados pela grande massa deste país quando a educação der um salto de qualidade. Não basta apenas mais verba pública, faz-se necessário um projeto que contemple o todo, desde a formação do professor até as questões ligadas a infra-estrutura, salário, recursos didático-metodológicos, acesso as tecnologias e reformulação do espaço escolar. Porque um dos problemas que atinge a educação hoje é que há uma verdadeira disritmia entre o que ocorre dentro da escola e o que ocorre na sociedade. Assim, na educação ainda temos um modelo medieval, com formatação medieval e o que é pior, com mentalidade medieval. Desta maneira, penso que o desafio de multiplicar o conhecimento construído historicamente pela humanidade não está apenas limitado ao entendimento teórico. Contudo, por meio de uma educação libertadora, lembrando a filosofia da libertação de Enrique Dussel, mantenho a grande utopia de um país escolarizado, alfabetizado e letrado, com pensamento próprio e não apenas como um mero refletor do pensamento acabado daqueles que detém o poder político, econômico e cultural. Particularmente não sou a favor de extremos, os extremos são sempre perniciosos e perigosos, mesmo que sejam aparentemente positivos. Como dizia Aristóteles: "A virtude (ética) nunca é encontrada nos extremos, mas no meio termo, no equilíbrio". Esta ética aristotélica do meio termo é fundamental para a tomada de decisões mais bem fundamentadas e legítimas. Pois afinal, o principal objetivo da ética é o bem, individual (para si) e coletivo (para os demais). O fato da sala de aula poder ser um espaço democrático é importante para a educação, pois o professor tem autoridade de cátedra, e pode, se assim o desejar e se estiver preparado, questionar o status quo social, ou, se for o caso, ser um mero reprodutor das ideologias da classe dominante. A educação, como um prática laica, é arma de combate social, é alimento e combustível para o pensamento crítico e para uma atitude mais cidadã de transformação social. Embora a constituição estabeleça a separação entre Igreja e Estado, o que presenciamos na prática é uma continuação de interesses ideológicos e religiosos que muitas vezes subjugam o pensamento autêntico. Marx dirira que a religião como instrumento ideológico é o ópio do povo. Há dois lados nesta questão, o primeiro faz referência a uma crítica da religião como alienadora, o outro lado é positivo, uma vez que o ópio na época de Marx servia também como remédio anestésico, a religião é necessária para a cura da alma. O que não dá para admitir é a pessoa usar apenas o mito e os dogmas como leitura de mundo e da realidade. Há outras formas de abordagem do real, dentre elas cito a arte, a filosofia e a ciência. Aí entra a educação, promovendo a atitude crítica, a atitude filosófica e a reflexão filosófica, ou seja, libertando o indivíduo da caverna. Todavia, nem todos estão prontos para sair do senso comum em direção a luz do conhecimento crítico, mesmo muitos professores. Porque, em minha opinião, mexer na zona de conforto incomoda. Aliás, a reflexão filosófica sempre incomodou os poderesos, por essa razão não é por acaso que em regimes políticos totalitários a filosofia a a arte são banidos ou reprimidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo processo educativo que se preze busca a autonomia do indivíduo. Essa autonomia envolve aspectos morais e intelectuais. Porque o objetivo da verdadeira educação é educar para a liberdade. Volto a pensar na questão dos extremos. Em relação a liberdade há dois extremos. De um lado temos aqueles que acreditam que não pode haver liberdade, pois estamos entregues a um certo determinismo, então para que buscá-la? Estes vivem pelo princípio da hetoronomia (norma ou lei que vem de fora, que é imposta). Do outro lado há aqueles que defendem a tese da liberdade absoluta, plena e sem limites. Conduzem a educação e seus processos dentro do princípio da anomia (ausência de normas ou leis). Lembrando novamente a ética aristotélica do meio termo, podemos concluir que estes dois pólos não são o ideal na busca pela construção da liberdade. Então onde está a virtude? Primeiro, penso, devemos entender a liberdade como uma busca constante que se dá no contexto histórico-social onde cada indivíduo está inserido. A liberdade não está pronta e acabada. Ela precisa ser construída dentro de um processo dialético. O sujeito como ente social desenpenha o papel de ator e autor de sua própria liberdade. Essa busca está fundamentada no princípio da autonomia (aquele que dá a si mesmo as próprias leis). Entendendo que a palavra "nomia" em grego significa lei. Então, para Kant, há um imperativo categórico no sentido moral que me impõe os limites éticos e morais de minhas ações como ser livre ou em busca da liberdade. Ou seja, a verdadeira liberdade está norteada pela ética. Na concepção de Platão o objetivo final da ética é atinger o bem, primeiramente para si e depois para os demais. Sempre que falhamos em atingir o bem, falhamos com a ética. Assim, educar para a liberdade envolve a construção da liberdade como uma busca utópica. Ora, a utopia não é de todo negativa, aliás, ela é o conbustível para os nossos sonhos e alimenta as nossas esperanças. Deste modo, educar para a liberdade significa construir a autonomia no ser, embora devamos considerar que este não é um processo pontual, para ocorrer num dado momento da vida, mas é um processo contínuo. Talvez no dia da nossa morte descubramos que nunca fomos livres de fato. Então, a educação para a autonomia envolve o distanciamento da heteronomia, ou seja, significa construir a liberdade transportando o indivíduo dos princípios da anomia e da heteronomia para o princípio da autonomia moral, ética e intelectual. Pensando nisso como uma breve fundamentação teórica, acredito que dentro de um contexto democrático recente, a educação no Brasil está passando de um extremo (heteronomia) para outro (anomia). No sentido moral e ético isso é muito grave, pois, se não tivéssemos outra opção, a escolha preferível entre um extremo e outro seria a heteronomia (princípio de condução moral próprio de um regime político autoritário). Contudo, como vivemos em um Estado democrático e de direitos, estes dois extremos são inapropriados, cabendo apenas a opção da busca pela autonomia. Como vivemos numa fase histórica de mudança de paradigma na educação, onde a escola tradicional convive com as propostas relativamente recentes da escola nova, o desafio maior está na formação continuada dos docentes. Mudar a concepção de homem, de sociedade e de educação não é uma tarefa tão simples quanto parece, pois temos sobre nós o peso da tradição educacional construída por mais de dois milênios. Pessoalmente acredito que isso só é possível pela desconstrução de uma mentalidade arcaica e medieval que permeia o imaginário popular e o inconsciente coletivo dos profissionais da educação. Esse é um processo dialético contínuo e de amadurecimento humano, pois os professores precisam aprender a discutir idéias sem levar para o lado pessoal. Deste modo, posso ponderar que um dos principais entraves para a qualidade na educação é a má qualidade na formação docente. Muitas vezes o problema não é o aluno, aliás, na grande maioria dos casos não é, então de quem é a responsabilidade maior? Não hesito em responder que é do professor. Enquanto os professores tiverem uma concepção metafísica e cientificista do ser humano eles terão uma concepção uniformista e fragmentada da educação. É justamente por conta destas concepções tradicionais que há exclusão, segregação, discriminação e preconceito em sala de aula por parte dos professores. Não conseguem, por conta disso, contemplar as inteligências múltiplas, as diferenças e a diversidade. Por conta destas concepções abusam do poder que lhes é dado e se tornam autoritários, perdendo a autoridade como mestres de um ofício artesanal. Perdem com isso a dimensão do humano no ser e praticam a pedagogia do terror, tornando-se assim terroristas da educação, mercenários que trabalham apenas pelo salário, verdadeiros destruidores de talentos e sonhos, ladrões da alma infanto-juvenil, finalmente, um verdadeiro perigo para a sociedade.&lt;br /&gt;A autonomia ética e moral é uma busca contínua e sem fim, a qual se dá dentro de um processo dialético e inserido num contexto histórico-social de diversidade cultural e pluralismo axiológico. Saber conviver com o diferente é o maior desafio no universo multicultural no qual estamos inseridos. Há tantas morais quantas são os grupos sociais. Conseqüentemente há escalas de valores e interesses conflitantes. Este cenário moral de diversidade é importante para a educação e para o educador, pois não permite que a pedagogia se torne dogmática e que a sala de aula se transforme em um espaço de abuso ditatorial. Contudo, como pensava Emmanuel Lévinas, não há lugar na sociedade plural para qualquer fundamentação ética, é imperativo resgatar a proposta da ética da alteridade como filosofia primeira, mesmo antes da ontologia. O capitalismo faz uso de uma "ética" utilitarista (onde os fins justificam os meios). Como educadores temos que ter o cuidado para não cairmos apenas no "discurso ético", pois para a grande maioria dos nossos alunos ainda somos referência. Deste modo, podemos entender a ética como uma encarnação e não apenas como discurso. Pois todo educador é professor de moral, tenha consciência disso ou não. Há um "discurso" ético e moral subentendido em nossas práticas. A moral se revela de maneira mais clara para os alunos no currículo oculto da escola. Portanto, ninguém é neutro quando faz educação. Cada educador precisa ter consciência da sua influência quando atua em sala de aula e dentro da escola. Precisa sempre estar questionando a sua prática em três eixos básicos: 1. Que tipo de homem desejo formar? 2. Com que tipo de educação? 3. E para qual sociedade? Penso que ao educar, o professor deveria almejar a construção de um sujeito autônomo, reflexivo e crítico, utilizando-se da sua influência e de uma educação libertadora para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária, cidadã e fraterna. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-4961281041718222270?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/4961281041718222270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=4961281041718222270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/4961281041718222270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/4961281041718222270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/04/lucubraes-sobre-educao.html' title='LUCUBRAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-2568558476138497679</id><published>2007-04-15T12:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-16T12:28:26.125-07:00</updated><title type='text'>DEMÓCRITO E PARMÊNIDES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trabalhar com a disciplina de filosofia com alunos do Ensino Médio tem aspectos significaticos, mas também apresenta algumas dificuldades a serem superadas pelo professor. Partindo deste presuposto surgem alguns questionamentos, ou seja: 1. Como levar os alunos a demonstrar interesse por essa área do conhecimento? 2. Como fazer com que a filosofia não seja apenas mais uma disciplina a ser estudada? 3. Como levar os alunos a desenvolver uma atitude filosófica e crítica diante da própria filosofia? 4. Como incentivá-los a filosofar e não apenas aprender sobre filosofia apenas numa perspectiva conteudista? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em minha prática pedagógica desafiei meus alunos a pensar na filosofia, antes de mais nada. Pensar apenas. Sem exigir um conteúdo específico. Levei-os até a biblioteca da faculdade e convidei a todos para entrar em contado com a literatura filosófica disponível. Defini alguns filósofos previamente, e fiz um sorteio entre os alunos. O desafio seria encontrar na literatura filosófica informações sobre a vida do filósofo (biografia) e seu pensamento filosófico (filosofia). Não exigi quantidade, mas qualidade e objetividade. Foram três saídas à biblioteca. Percebi que houve, de maneira geral, um despertar para o assunto. Inclusive alguns começaram a ler sobre outros assuntos ligados a filosofia. O contato com os livros foi muito positivo. Depois permiti que completassem a pesquisa buscando informações na internet. Após organizar a coleta de dados, os alunos foram desafiados a apresentar o resultado da sua pesquisa em sala de aula. A apresentação foi muito expontânea, dando prioridade para aqueles que já estavam mais bem preparados. Na primeira aula, tivemos a apresentação sobre as idéias de Demócrito e Parmênides. Enquanto apresentavam a pesquisa, mesmo fazendo leituras em determinados momentos, desafiei os alunos a pensarem no significado do que estavam dizendo e ouvindo. No início as participações em forma de debate de idéias foram tímidas, todavia, o andamanto da aula começou a mudar pouco a pouco, na mesma proporção em que os alunos foram percebendo que poderiam expressar suas opiniões sem medo de serem criticados ou ridicularizados. Após cada participação procurei estimular mais ainda o pensamento crítico usando o método socrático da maiêutica. Uma aula foi pouco para discutir as idéias de Demócrito e Parmênides. Todavia, gostaria de destacar alguns pontos relevantes do debate. Ao serem apresentadas algumas idéias de Demócrito (da escola atomista), alguns alunos ficaram surpresos com o fato deste filósofo ter chegado a idéia e concepção de átomo sem nenhum aparato tecnológico. Também ficaram "espantados" com o fato de que as idéias de Demócrito perduraram na cultura ocidental por mais de 2.500 anos chegando até os nossos dias. Ao apresentar o contexto mítico no qual ocorreu tal elaboração filósofica, os alunos perceberam a validade da filosofia grega como uma forma de pensamento sistematizado e reflexivo. As idéias de Parmênides sobre o ser e o não-ser, sobre a impossibilidade do movimento (o movimento como uma ilusão) e sobre o ser uno, eterno e imutável (concepção metafísica), também geraram um debate interessante. Dentre as idéias que afloraram estava a que defendia a existência de universos paralelos como possibilidades da realidade. A discusão passou pelas teorias da física quântica sobre o tempo e o espaço. Falamos também da concepção de Deus dentro da perspectiva da metafísica proposta por Parmênides. Acabamos aquela aula nos perguntando: "mas afinal, o que é a realidade?" Os alunos também puderam perceber que, o pensamento de Parmênides sobre a imobilidade do ser e ausência de movimento, quando confrontado com o pensamento de Heráclito (fluxo constante de todas as coisas), cria um princípio de debate de idéias denominado dialética. E mais, que a contribuição de Parmênides para o pensamento filosófico ocidental pode ser sentida no cotidiano, por meio das afirmações que fazemos e que têm como fundamento a metafísica. De qualquer forma, pude perceber que meus alunos do Ensino Médio estão começando a libertar o pensamento, e conseqüentemente, descobrindo o mundo da filosofia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-2568558476138497679?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/2568558476138497679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=2568558476138497679&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2568558476138497679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/2568558476138497679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/04/demcrito-e-parmnides.html' title='DEMÓCRITO E PARMÊNIDES'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649710547131876925.post-264326379872258286</id><published>2007-04-12T14:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T12:50:36.090-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>OFENSA MORAL EM SALA DE AULA E O QUE PRECONIZA O ECA NOS ARTIGOS 17, 18 e 53</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como educador sempre me pergunto: "quais são as dimensões relacionadas com a prática pedagógica e as questões ligadas a atos de indisciplina e incivilidade, bem como a atos infracionais cometidos por criança e adolescente no ambiente escolar?" Muitos pseudo-educadores, os quais eu costumo denominar de "mercenários da educação", não estão nem aí, não dão a mínima para o que seus alunos pensam e muito menos para o que eles sentem durante o processo de "transmissão do conhecimento". Porque para estes mercenários, o que deveria ser um processo de ensino e aprendizagem acaba caindo na mesmice do ensino tradicional, o qual reduz o que deveria ser uma construção significativa do conhecimento para uma mera "transmissão de informações" descontextualizadas da vida dos alunos, e conseqüentemente sem relevância para eles e sem significado. Ora, se algo é sem significado para mim eu não me interesso, e se eu não me interesso eu não quero aprender. Essa é a lógica de uma pseudo-educação irracional e destituída de reflexão filósofica. Todavia, o que gostaria de analisar hoje, trata-se de uma experiência que ocorreu durante essa semana em uma das escolas da rede pública. O episódio envolveu um aluno do ensino médio com a idade de 16 anos e uma professora de carreira. Fatos dessa natureza são relativamente comuns, infelizmente. Durante uma aula, a professora ouviu deste aluno vários impropérios, palavras de baixo calão, ou seja, foi difamada, injuriada e caluniada diante dos demais alunos. Os motivos não foram de graça. Todavia, o que pretendo discutir com os fatos ocorridos está relacionado com os artigos 17, 18 e 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após o ocorrido, as medidas e sanções tomadas pela escola e pela profesora foram as seguntes: 1. Advertência ao aluno e supensão das aulas por três dias. 2. A professora abriu um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia da Mulher da Criança e do Adolescente. 3. A direção queria que o aluno pedisse desculpas diante de toda a escola, e não apenas diante da classe onde ocoreu o fato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte ao fato ocorrido, o aluno ainda não tinha recebido as sansões por parte da direção e foi para a escola assistir as aulas. Ao chegar lá, foi impedido de entrar na escola e ouviu o seguinte da diretora auxiliar: _ "Você está suspenso das aulas por três dias. Prepare-se, porque nestes três dias os professores farão atividades, trabalhos e provas para te prejudicar nas notas...se eu fosse você procuraria outra escola". Sinceramente, isso é inadmissível, pois trata-se de uma pedagogia do terror, medieval e ultrapassada. isso revela o lado obscuro daqueles que pensam ser educadores, mas na realidade são os detentores de um autoritarismo doentio. O garoto, embora, de fato, tenha errado e cometido um ato infracional, não poderia ser excluído do processo de ensino e aprendizagem. A escola precisa rever as sanções aplicadas aos alunos em caso de indisciplina e ato infracional. Primeiramente se faz necessário redimensionar o que seja de fato indisciplina e o que é caracterizado como ato infracional. As sanções aplicadas em casos de indisciplina devem ser unicamente de cunho pedagógico enfatizando a inclusão e nunca a lógica da exclusão. Mas este é um assunto para ser discutido à parte, pois está relacionado com o Plano Político Pedagógico e a elaboração do Regimento Escolar. A medida tomada pela professora de abrir um BO não está de todo errada, pois de fato ela foi ofendida em sua honra e moral na frente dos demais colegas, e como cidadã, está dentro de seus direitos legais. Embora, na minha opinião, o melhor caminho para a resolução de conflitos em sala de aula e dentro da escola seja a mediação escolar. Com relação ao aluno ter que pedir desculpas, concordo plenamente, desde que os seus direitos enquanto sujeito de direitos sejam assegurados conforme preconiza o ECA nos artigos 17 e 18. Portanto, a intenção de fazê-lo pedir perdão à professora na frente de toda a escola está diretamente contra a garantia de seus direitos e trata-se novamente de uma pedagogia norteada pelo terror anti-pedagógico. Este episódio nos faz refletir se de fato estamos comprometidos com a educação, enquanto ferramenta indispensável para a construção da liberdade, da autonomia moral e intelectual e da verdadeira cidadania. Construir-se como educador é um processo dialético e reflexivo. Também diria que a educação continuada do docente enquanto educador se faz nas dimensões passado-presentre-futuro, envolvendo sólida fundamentação filosófica como sustenção teórica para sua prática, a qual deve ser uma práxis contínua, ou seja: ação-reflexão-ação. Quanto mais consistente for a fundamentação teórica, mais intencionalidade haverá na ação pedagógica. Por outro lado, quando menos fundamentado estiver o professor, menos intencionalidade haverá em suas práticas educativas. Para os mercenários da educação o caminho do autoritarismo e da prática da pedagogia do terror parece o caminho mais fácil, todavia, este é o caminho de uma pseudo-educação, destituída de comprometimento ético e moral com o humano no ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Professor Jorge Schemes&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649710547131876925-264326379872258286?l=diariodeprofessor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.projetonepre.blogspot.com' title='OFENSA MORAL EM SALA DE AULA E O QUE PRECONIZA O ECA NOS ARTIGOS 17, 18 e 53'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/feeds/264326379872258286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3649710547131876925&amp;postID=264326379872258286&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/264326379872258286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649710547131876925/posts/default/264326379872258286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeprofessor.blogspot.com/2007/04/ofensa-moral-em-sala-de-aula-e-o-que.html' title='OFENSA MORAL EM SALA DE AULA E O QUE PRECONIZA O ECA NOS ARTIGOS 17, 18 e 53'/><author><name>Professor Jorge Schemes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04618020986188206068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-CwLVWtiIZCw/TsU8sHjvQWI/AAAAAAAAOiw/KCpSgUGgCo8/s220/Picture2011113174806.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
