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A Rota de Extinção do Professor no Brasil: O Funil do Apagão Docente


A Rota de Extinção do Professor no Brasil: O Funil do Apagão Docente

Autor: Jorge Schemes

Categoria: Políticas Públicas, Educação e Sociedade

Leitura estimada: 6 minutos

Resumo (Abstract)

A educação básica no Brasil enfrenta uma das crises mais severas e silenciosas de sua história moderna: o apagão docente. Longe de ser um fenômeno pontual, o desabastecimento de professores no país assume o formato de um funil estrutural, impulsionado por quatro gargalos principais: a falta de interesse dos jovens na profissão (5%), a altíssima evasão nos cursos de licenciatura (58%), o abandono precoce nos primeiros anos de carreira (41%) e uma projeção alarmante de déficit de até 235 mil professores até 2040. Este artigo analisa cada etapa desse funil e aponta caminhos urgentes para a reversão dessa trajetória de extinção.

1. O Topo do Funil: A Perda de Atratividade da Carreira

O primeiro grande obstáculo para a sustentabilidade do sistema educacional brasileiro manifesta-se antes mesmo da entrada no ensino superior. Segundo dados compilados pela UNESCO, apenas 5% dos jovens brasileiros demonstram interesse em seguir a carreira de professor.

Em comparação com países membros da OCDE e nações que lideram os rankings globais de educação (como Finlândia, Coreia do Sul e Cingapura) — onde a docência figura entre as escolhas profissionais de maior prestígio e concorrência —, o Brasil vive um cenário de estigmatização social do educador.

A atratividade é solapada por fatores bem conhecidos:

  • Remuneração desproporcional: Salários de entrada incompatíveis com outras carreiras que exigem nível superior;

  • Condições de trabalho degradadas: Escolas com infraestrutura precária, falta de recursos pedagógicos e sobrecarga de jornada;

  • Desvalorização social: O desgaste da imagem do professor na cultura pública e o aumento da agressividade ou indisciplina no ambiente escolar.

2. O Meio do Funil: O Sangramento nas Licenciaturas

Mesmo entre a minoria de estudantes que opta por ingressar em cursos de Licenciatura (Matemática, Física, Letras, Pedagogia, História, etc.), a retenção de talentos durante a graduação é alarmante. Os dados do Censo da Educação Superior indicam uma taxa de evasão de 58% antes da conclusão do curso.

Esse sangramento no meio do funil decorre de:

  1. Modelos pedagógicos desatualizados: Currículos universitários excessivamente teóricos, desconectados dos desafios reais da sala de aula da educação básica.

  2. Projeção de incerteza financeira: Durante a graduação, os acadêmicos tomam ciência das reais condições do mercado de trabalho e migram para bacharelados ou outras áreas profissionais.

  3. Expansão desordenada do EAD sem suporte: A proliferação de cursos à distância sem estágios supervisionados de qualidade fragiliza a formação e desmotiva o estudante.

3. A Saída do Funil: O Abandono Precoce da Profissão

O afunilamento não para na formatura. Para os poucos graduados que superam a evasão e ingressam nas redes de ensino pública ou privada, o choque com a realidade do cotidiano escolar resulta em novo colapso: 41% dos professores desistem da profissão nos primeiros 5 anos de carreira.

O início da trajetória docente é o momento mais vulnerável da vida profissional. As causas do abandono prematuro envolvem:

  • Esgotamento Emocional e Burnout: Índices crescentes de ansiedade e depressão motivados pela violência escolar e pressões burocráticas;

  • Precarização do Vínculo Empregatício: Alta dependência de contratos temporários (ACTs) em redes estaduais e municipais, que privam o docente de estabilidade, plano de carreira e direitos básicos;

  • Solidão Pedagógica: Ausência de programas institucionais de acolhimento, mentoria e acompanhamento nos primeiros anos de docência.

4. O Impacto Final: O Apagão e o Déficit de 235 Mil Professores até 2040

A consequência matematicamente inevitável dessa dinâmica de afunilamento foi mapeada pelo Instituto Semesp: até 2040, o Brasil poderá enfrentar um déficit de até 235 mil professores na educação básica.

Esse déficit já é sentido no presente em disciplinas exatas e ciências da natureza (Física, Química e Matemática), nas quais redes inteiras de ensino utilizam professores leigos ou não especialistas para cobrir a grade curricular. Conforme a atual geração de docentes se aposenta, não haverá contingente de novos profissionais para substituí-los.

       [ 100% Jovens ]
             │
             ▼ 5% Demonstram interesse em lecionar (UNESCO)
      [ Entrantes na Licenciatura ]
             │
             ▼ 58% Evadem antes de formar (MEC/INEP)
      [ Licenciados Formados ]
             │
             ▼ 41% Desistem nos primeiros 5 anos
      [ Professores Efetivos na Ativa ]
             │
             ▼
[ DÉFICIT PROJETADO: 235.000 PROFESSORES ATÉ 2040 ]

5. Recomendações de Políticas Públicas: Como Reverter a Extinção?

Reverter o apagão docente exige ações articuladas e emergenciais entre Governo Federal, Estados, Municípios e Instituições de Ensino Superior:

  1. Valorização Salarial e Carreira Atraente: Cumprimento rigoroso do Piso Nacional do Magistério com progressão fundamentada em formação e tempo de serviço, aproximando o salário docente da média das demais profissões de nível superior.

  2. Bolsas e Incentivos na Graduação: Ampliação de programas como o PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) e a Residência Pedagógica para garantir a permanência do universitário na licenciatura.

  3. Programas de Indução Docente: Implementação de políticas de acolhimento e tutoria para professores iniciantes, reduzindo drasticamente a taxa de 41% de desistência nos primeiros anos.

  4. Infraestrutura e Saúde Mental: Modernização das escolas, redução de turmas hiperlotadas e criação de redes regionais de apoio psicossocial aos educadores.

Conclusão

Garantir o futuro da educação no Brasil não depende apenas de novas tecnologias ou reformas curriculares, mas de quem estará à frente da sala de aula. Se o funil do apagão docente não for interrompido com urgência, o país comprometerá não apenas a qualidade de seu ensino, mas todo o seu potencial de desenvolvimento econômico, científico e social nas próximas décadas.

Referências

  • UNESCO. Estudos sobre Atratividade e Status da Profissão Docente na América Latina.

  • INSTITUTO SEMESP. Mapa do Ensino Superior no Brasil & Projeções de Oferta Docente até 2040.

  • INEP / MEC. Censo da Educação Superior e Censo Escolar da Educação Básica. 

Reféns do Smartphone? Os Impactos da Nomofobia na Educação

Reféns do Smartphone? Os Impactos da Nomofobia na Educação



Introdução

Nos últimos anos, a sala de aula tem sido marcada por uma nova realidade: a presença constante do smartphone. O celular, que poderia ser um aliado no ensino, muitas vezes se transforma em um obstáculo. Surge então a nomofobia, termo usado para descrever o medo ou a ansiedade de ficar sem o celular ou sem acesso a ele.

Esse fenômeno, aparentemente inofensivo, está longe de ser apenas uma mania passageira. Pesquisas recentes revelam que a nomofobia está diretamente relacionada a dificuldades de atenção, queda no desempenho escolar, maior ansiedade entre estudantes e até desgaste emocional para os professores. Em outras palavras, é um desafio silencioso que já afeta a qualidade da educação.


O que é nomofobia?

O termo vem do inglês no mobile phone phobia (fobia de ficar sem celular). Trata-se de um estado de desconforto ou angústia quando o aparelho está fora de alcance, sem bateria, sem internet ou simplesmente desligado. Embora seja um problema relativamente novo, a nomofobia já é considerada por muitos pesquisadores como uma forma de dependência comportamental.

Um estudo publicado em 2022 na revista Cyberpsychology mostrou que a simples presença do celular sobre a mesa já é suficiente para reduzir a atenção e a capacidade de resolver problemas complexos. Ou seja, mesmo que o estudante não esteja usando o aparelho, sua mente está parcialmente “presa” à possibilidade de recebê-lo. Isso explica por que tantos alunos têm dificuldade em se concentrar plenamente em aulas mais longas ou exigentes.


Como a nomofobia afeta os estudantes

As consequências para os estudantes são diversas:

  1. Dificuldade de concentração – A ansiedade por estar desconectado consome energia mental, diminuindo a capacidade de foco.

  2. Queda no desempenho acadêmico – Estudos de 2024 publicados na Frontiers in Education apontam que a relação entre nomofobia e notas baixas é mediada pela ansiedade. Em outras palavras, o excesso de preocupação com o celular aumenta a ansiedade, e a ansiedade reduz o aprendizado.

  3. Problemas de sono e saúde mental – O uso exagerado do celular, especialmente à noite, piora a qualidade do sono, o que impacta diretamente memória, atenção e motivação.

  4. Dependência emocional – Muitos jovens sentem que o celular é uma extensão de si mesmos, e isso cria um círculo vicioso de checagens constantes, medo de perder mensagens ou notificações (o famoso FOMO — fear of missing out).


E os professores, como ficam?

Pode parecer que apenas os alunos sofrem com a nomofobia, mas os professores também não escapam desse desafio. Um estudo de 2022 com professores em formação apontou que muitos também apresentam sintomas de dependência do celular.

Além disso, a prática docente sofre diretamente:


Consequências para a qualidade da educação

Somando os efeitos sobre estudantes e professores, o resultado é claro: a nomofobia compromete a qualidade da educação. Isso se manifesta em:

Não se trata apenas de um “mau hábito”, mas de um problema sistêmico que precisa ser enfrentado com políticas escolares, formação docente e apoio à saúde mental dos alunos.


Caminhos possíveis

Se por um lado os smartphones podem atrapalhar, por outro eles também podem ser integrados de forma positiva ao processo de ensino. O segredo está no equilíbrio. Eis algumas propostas baseadas em pesquisas recentes:

  1. Políticas claras de uso – Escolas que estabelecem momentos específicos para uso pedagógico do celular e períodos de foco sem ele conseguem reduzir distrações.

  2. Educação digital e socioemocional – Ensinar os alunos a regular o próprio uso da tecnologia é tão importante quanto ensinar matemática ou português.

  3. Formação de professores – Capacitar o corpo docente para lidar com a presença inevitável do celular em sala e transformar esse recurso em aliado.

  4. Aulas mais dinâmicas – Quanto mais ativa for a metodologia (debates, projetos, gamificação), menor será a tentação de escapar para as redes sociais.


Conclusão

A nomofobia é um fenômeno recente, mas já deixa marcas profundas no cotidiano escolar. Afeta alunos, professores e, por consequência, a qualidade da educação. Se não for enfrentada, pode ampliar ainda mais os desafios da aprendizagem em um mundo cada vez mais conectado.

Ao mesmo tempo, esse problema pode ser visto como uma oportunidade: a de repensar o papel da tecnologia na sala de aula. Integrada de forma equilibrada, ela pode enriquecer o ensino; usada de forma compulsiva, pode esvaziá-lo. A decisão sobre qual caminho seguir está, em grande parte, nas mãos de educadores, gestores escolares e famílias.


Referências



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Seja você pai, educador ou jovem, a nomofobia – o medo de ficar sem o celular – é uma realidade que afeta cada vez mais pessoas. A linha entre o conectado e o viciado está cada vez mais tênue, e os impactos na saúde mental, nos relacionamentos e no desempenho diário são alarmantes.

Mas a boa notícia é que existe um caminho para o equilíbrio!

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Brasil Registra 42 Ataques a Escolas Desde 2001 - Casos Disparam a Partir de Março de 2022


'Escola não é impermeável ao que acontece fora dela', diz especialista sobre escalada de violência; veja análise

O estudo ainda mostrou que mais de 64% desses ataques ocorreram após março de 2022. São Paulo lidera o número de ocorrências, na sequência vem o Rio de Janeiro e depois Bahia.

   

O Brasil registrou 42 ataques a escolas desde 2001, segundo o mapeamento Ataques de Violência Extrema em Escolas do Brasil, feito por grupos de pesquisas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O estudo ainda mostrou que mais de 64% desses ataques ocorreram após março de 2022. São Paulo lidera o número de ocorrências, na sequência vem o Rio de Janeiro e depois Bahia. 


Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (30), Claudia Costin, especialista em educação e presidente do Instituto Salto, reforça que, apesar de uma crescente nos números, o problema não é recente e merece um olhar mais apurado para o que ocorre fora das instituições de ensino também. “A escola não é impermeável ao que acontece fora dela. Muito ódio e muita rede social, alimentando e estimulando os jovens e ex-alunos que façam ataques”, pontua.

Claudia também alerta para a utilização de celulares e redes sociais pelos jovens, que potencializam o bullying. A especialista recomenda que não se autorize redes sociais antes dos 16 anos e que os pais fiquem mais atentos aos comportamentos dos filhos. Um dos pontos positivos, segundo ela, foi a retirada dos celulares na sala de aula. 

Na tentativa de tentar resolver esse problema que vem escalonando, Claudia afirma que a escola não está preparada e não pode fazer tudo sozinha, necessitando da ajuda de outros atores, como o engajamento da família. No que compete ao papel das instituições de ensino, a especialista cita o ensino da educação midiática, como a navegação com segurança na internet, educação para paz, além do apoio da segurança pública, porteiros, câmeras de segurança e ronda escolar. “Porque um ex-aluno entrar armado em uma escola, tem algo errado acontecendo”, ressalta. 

Já do lado dos pais, um caminho proposto pela educadora é que os responsáveis informem à direção escolar quando houver algo estranho, que a criança está sofrendo bullying ou tomando atitudes agressivas. Atrelado a isso, uma equipe multidimensional, que possa ser rapidamente mobilizada para agir em situações-limite, deve estar presente nos colégios.

FONTE: ➡️ https://x.gd/7FYNC

8 Trabalhos do Futuro Que Você Não Pode Aprender na Escola

O mercado evolui mais rápido do que as teorias acadêmicas ou mentalidade individual. As novas gerações não reconhecem hierarquias verticais e figuras de autoridade. Todos são iguais na internet, e sem capacidade de comunicação você não será capaz de conseguir uma promoção ou poderá sofrer com a falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Este mesmo mercado, que há 20 anos exigia apenas títulos acadêmicos, hoje requer habilidades extras – habilidades de comunicação, inteligência emocional e social. Enquanto que no passado habilidades como gestão emocional, empatia, habilidades interpessoais, vendas, resolução de conflitos, liderança ou motivação eram considerados ativos adicionais, hoje eles se tornaram obrigatórios.

Uma pesquisa realizada pela Career Builder, nos EUA, mostra que 71% dos empregadores consideram a inteligência emocional (EQ) ser mais importante do que inteligência racional (IQ).

A saturação de graduados no mercado reduz permanentemente o valor dos títulos acadêmicos e leva a um aumento do desemprego entre os licenciados. Essas mudanças criaram uma abundância de profissões “soft-skill”, que não podem ser aprendidas nas escolas, que não são reguladas por universidades e que uma pessoa mediana não entende e, muitas vezes, rejeita. Apesar disso, essas posições são excepcionalmente lucrativas porque cada uma delas oferece um potencial de ganhos ilimitados e a liberdade de escolher o seu próprio horário de trabalho.

Veja abaixo a lista das profissões mais populares do campo chamado “soft-skill” que, apesar da falta de regulamentação oficial, já se tornaram mais independentes:

1. Líder

Com o desaparecimento de ambos, gerenciamento hierárquico e o molde de um trabalhador normal, o conceito de “membro da equipe” está se tornando mais e mais popular. Em tal estrutura, todo mundo é igual, o ambiente é plenamente democrático, todos têm o direito à sua própria opinião, e as regras são criadas internamente em vez de serem impostas por uma saliência externa. Essas equipes precisam de líderes, pessoas que tanto podem gerenciar processos como inspirar com carisma os outros a ação. O líder é consciente e habilidoso na motivação, empatia e networking.

Um estudo de 25 anos sobre liderança, realizado pela AchieveGlobal, mostra de forma inequívoca que as pessoas julgam os líderes através da lente de certas qualidades e comportamentos que eles tipicamente demonstram em uma base diária e que os dois desafios mais importantes enfrentados pelos gerentes estão na obtenção de resultados e motivar os membros da equipe.

Graças a essas qualidades, um líder aumenta a eficácia das pessoas ao seu redor e ajuda-os a alcançar resultados extraordinários, independentemente da sua posição. Tal líder deve dar prioridade à cooperação, ser criativo, ser habilidoso na área, ter uma visão, e ser guiado por fundamentos. E, considerando o fato de que 65% dos brasileiros com idade abaixo de 35 anos desejam empreender seu próprio negócio, habilidades de liderança são fundamentais para o empreendedorismo. Nas palavras de Seth Godin: Você lidera ou você será liderado.

2. Representante de Vendas

Segundo pesquisas, habilidade de vender é a quinta habilidade mais importante no mundo. No Brasil, assim como em meu país Polônia, esta ocupação tem uma má reputação, pois alguns profissionais são vistos como enganadores (vendedores forçando pessoas a comprarem coisas que geralmente elas não precisam) ou ela é considerada uma ocupação de indecisos que não conseguiram definir uma carreira – “Eu não sei o que fazer com a minha vida (ou: Eu fracassei em algo mais), então irei entrar em vendas. ”

Em países árabes ou na cultura americana, a ocupação de vendas é frequentemente associada com vergonha ou algo de qualidade passiva – o representante de vendas espera pelo cliente e não se envolve ativamente em quaisquer atividades de vendas porque ele ou ela tem medo de rejeição.

Entretanto, habilidade de vendas pode fornecer ganho potencial praticamente ilimitado, ensina responsabilidade, constrói relacionamentos e desenvolve ambição – itens que são úteis em muitos contextos, como por exemplo, demonstrar conhecimento ou atrair um parceiro romântico. Aqueles que não sabem como vender-se perderão a corrida contra as pessoas que são menos competentes, mas são mais habilidosas em se promover (vender-se) no mercado.

3. Networker

As pessoas que são especialistas na construção de relações interpessoais. Elas não têm medo de abordar estranhos, elas sabem como causar uma boa primeira impressão e entregam seu cartão de visita de tal maneira que a outra pessoa vai querer pegar o telefone depois e contatá-la. Elas conectam pessoas.

Construir uma rede de contatos valiosos é um dos métodos mais úteis para encontrar um emprego. Esta é a conclusão da pesquisa feita em 2014 por consultores da Green Line. Networking simplifica o processo de recrutamento, reduz seu custo e traz empregados valiosos eficazmente.

Infelizmente, na Polônia (ainda não sei como isso é percebido no Brasil), este é um conceito totalmente estrangeiro (46% dos entrevistados não sabia o significado da palavra) ou algo pejorativo, associado com o nepotismo. Relacionamento é a moeda das pessoas ricas, e um Networker com uma carteira rica pode trabalhar em praticamente qualquer programa de parceria.

4. Vlogger

Durante o recente Orange Video Festival, entre os milhares de fãs de YouTubers nativos, havia representantes de meios de comunicação tradicionais e muitas instituições sérias de atendimento. Identificando uma tendência emergente que torna possível a todos alcançar o sucesso, oferecendo possibilidades ilimitadas, as empresas estão investindo mais de seus recursos para construir relacionamentos com vloggers. Se uma pessoa sabe como fazer uma apresentação em uma forma atraente, então ele ou ela pode gravar um vídeo em casa e se conectar com um grupo já existente de telespectadores.

Isso é o que o brincalhão polonês, Sylwester Wardęga, fez. Seu filme, caracterizando um cão-aranha, tem mais de 100 milhões de visualizações e rendeu a ele várias centenas de milhares zloty polonês (mais de US$ 100.000) de renda. O YouTube é a televisão do futuro e é apenas uma questão de tempo até que cada grande marca vai usá-lo para se promover no mercado. Os jovens de hoje têm padrões diferentes do que seus pais trabalhadores que trabalhavam por um salário.

5. Coach

Segundo pesquisa feita pela revista Forbes, o retorno do investimento (ROI) em coaching é seis vezes (de acordo com a PricewaterhouseCoopers – 7 vezes), e mais de 70% dos gerentes americanos de nível médio (entre a administração executiva superior é quase todo mundo) sempre usam os serviços de um coach. Na Inglaterra, 80% das empresas investem em coaching. Na Polônia, apenas cerca de 15% o fazem, mas este número está crescendo continuamente e é tendência em países emergentes.

Coaching oferece a possibilidade de melhorar nossos esforços e acelerar o cumprimento de metas; algo que cada indivíduo consciente está interessado. Na Polônia e no Brasil, é uma profissão que é muitas vezes confundida com treinadores (que ensinam habilidades), consultores (que aconselham indústrias específicas), mentores (eles são experientes, especialistas muitas vezes mais velhos), ou terapeutas (que diagnosticam as causas dos problemas e trabalham para eliminá-los).

O crescente interesse em coaching está ligado tanto com a sua eficácia e sua resposta às necessidades do mercado. Coaching de vida ajuda a resolver os problemas da vida, Coaching de negócios melhora os negócios, Coaching de carreira ajuda você a escolher a carreira correta, Coaching de saúde e bem-estar ensina vitalidade, Coaching financeiro traz ganhos mensuráveis para a sua carteira, e Coaching esportivo desenvolve a mentalidade de um vencedor no campo, na quadra ou na sala de musculação.

6. Personal Brander

Do ponto de vista de mercado, cada pessoa é um produto. Esse produto pode ser aceito ou não, demandado ou indesejado, luxuoso ou ordinário. Ele tem seus fãs e resolve problemas específicos. Do ponto de vista da mente, uma marca coloca o indivíduo em uma determinada categoria, talvez a mãe amorosa, o pai rigoroso, o velho bondoso, ou o empresário inescrupuloso.

A maioria das pessoas nunca entrará em contato com quaisquer indivíduos se eles inconscientemente colocam essas pessoas em categorias sociais distintas. Um indivíduo que não gerencia estas categorias e que não usa conscientemente a marca pessoal, será condenado a julgamentos aleatórios, e muitas vezes injustos, referentes à categoria para a qual ele ou ela pertence.

Por exemplo, se alguém está indo para a política, então ele ou ela será sempre visto como alguém não confiável, independentemente do seu nível de integridade e honestidade. Nestes dias, é cada vez mais comum que o primeiro contato com uma pessoa ou empresa venha através da internet. Este é um domínio governado por primeiras impressões e reputação. Uma marca com uma imagem contraditória perde o seu público alvo. Mesmo um número elevado e bem posicionado de revisões positivas não vai dar-lhe a prova social suficiente para se recuperar. Sem um bom marketing, até mesmo o melhor produto não vai vender no mercado.

7. Start-upper

A revista Forbes concluiu que mais de dois terços do povo polonês tem uma visão positiva para o empreendedorismo (o Brasil tem a mesma tendência), e entre os jovens, este número cruza a marca de 80%. E mesmo que o Brasil não seja como a Califórnia, e que apenas metade das empresas sobrevivam no mercado após 4 anos, 44% dos brasileiros (59% com menos de trinta anos) podem imaginar começar sua própria empresa. Rafal Brzoska, o fundador da Inpost e um dos mais ricos poloneses, destaca em uma de suas entrevistas que os poloneses iniciam seus próprios negócios 8 vezes mais frequentemente do que os alemães (não tenho os números desta relação do Brasil com outro país). E mesmo que o ambiente é muitas vezes hostil, as pessoas que se envolvem em empreendedorismo são tenazes quando se trata de negócios.

Empreendedorismo é incentivado por tendências globais, por um potencial ilimitado para o desenvolvimento, pela perspectiva positiva das pessoas da geração Y (pessoas nos seus vinte e poucos anos e mais jovem) no sentido de gerir o seu próprio negócio, e as perspectivas negativas da chamada corrida de ratos de um trabalho regular.

O leque de possibilidades financeiras nunca foi tão favorável como é hoje. Os empresários podem contar com subsídios de incubadoras ou algum financiamento público, ou em outras palavras, obter financiamento de grupos interessados em determinado projeto. A mídia social gera um ambiente favorável enquanto aceleradores e incubadoras, tais como Business Link ajudam no início.

8. Consultor

Quando um atleta não pode continuar a sua carreira profissional devido ao avanço da idade, mas continua apaixonado pelo esporte, o caminho natural de desenvolvimento está em se tornar um treinador. Algo semelhante acontece em outras indústrias. Junto com a crescente popularidade da psicologia do sucesso e habilidades sociais, há também um aumento da consciência, tornando possível para qualquer especialista em um determinado campo se tornar um consultor.

O uso dos serviços de mentores está se tornando um padrão no Oeste. Eles, como profissionais mais velhos e mais experientes, aconselham os novatos em seus negócios. Educação não está reservada apenas para professores ou treinadores. Mentoring ou consultoria se tornou uma forma concreta de transmissão de conhecimentos que todos podem aproveitar. Depois de ganhar anos de experiência, todo mundo pode se tornar um consultor e ter uma profissão independente, sem limite superior para os seus honorários.

Praticamente qualquer um pode ser contratado para supervisionar mudanças específicas ou resolver um determinado problema, mas consultores profissionais são mais atraentes devido ao fato de que eles não têm de ser contratados em contrato de trabalho permanente.

FONTE: FORBES

Subsídios Pedagógicos


Cadernos Pedagógicos



Produzidos pela Secretaria de Estado da Educação de SC:
  1. Ensino Médio Integrado à Educação Profissional
  2. Geografia
  3. Sociologia
  4. História
  5. Filosofia
  6. Biologia
  7. Matemática
  8. Interdisciplinaridade
  9. Química
  10. Física